O Programa Educacional de Resistências às Drogas – Proerd forma uma nova turma de 8.000 alunos de 110 escolas da rede de ensino público estadual e municipal de Natal.
A solenidade está marcada para o próximo dia 11 de dezembro, às 9 horas, no Ginásio Poliesportivo Nélio Dias, na Zona Norte de Natal.
Os alunos formandos cursam o 5º ano do ensino fundamental, que são crianças na faixa etária entre 9 a 12 anos, 7º ano do ensino fundamental, adolescentes na faixa etária entre 12 a 14 anos, e também com um curso específico para a comunidade.
Os cursos do Proerd, junto às crianças, foram desenvolvidos durante 4 meses. Uma vez por semana, durante uma hora, o policial militar instrutor do Programa, comparecia nas escolas atendidas para transmitir de forma lúdica e criativa, ensinamentos que despertam o sentimento de responsabilidade com a saúde, a vida, bem estar, futuro e a paz social.
Na solenidade de formatura, além das apresentações dos policiais militares instrutores, estão confirmadas as presenças da banda The Frois, dos cantores Isaque Galvão e Lane Cardoso e apresentação de artistas do Circo Grock.
Na área externa do ginásio estará sendo realizada a 3ª Mostra da Prevenção, aberta ao público das 8 às 12h, com diversos equipamentos de prevenção e de segurança das instituições parceiras do Proerd, como as Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros Militar, Guarda Municipal, Grupos de Escoteiros, Desbravadores, entre outras entidades, além dos equipamentos, animais e veículos das diversas unidades da Polícia Militar.
A Companhia Independente de Prevenção ao Uso de Drogas – Cipred, responsável pelo desenvolvimento do Proerd no Estado, atua também em vários municípios em parceria com a Secretaria Estadual de Educação e a Promotoria da Educação do Ministério Público no Programa Ronda Escolar Comunitária, que através do policiamento ostensivo preventivo no entorno das escolas iniciado em junho de 2010, tem conseguido excelentes resultados na diminuição da ação de aliciadores, dos confrontos entre grupos de jovens e traficantes de drogas, firmando-se como um forte parceiro das instituições de ensino na busca da paz nas escolas.
Além da formatura de Natal, várias outras formaturas do Proerd estão previstas neste mês de novembro:
Dia 17 (quarta-feira) em Natal, para 400 alunos do Senac, no Ginásio do Sesc Centro, e na cidade de Caraúbas, em torno de 1.500 alunos
Dia 19 (sexta-feira), na cidade de Bom Jesus, para cerca de 1.200 estudantes.
Dia 26 (sexta-feira), às 16h., em Parnamirim, na Cohabinal e em São Gonçalo do Amarante, no Ginásio do Centro. Às 19h, será a vez dos alunos da cidade de Cruzeta, no Clube do Centro.
Outras informações sobre o Proerd estão disponíveis no site http://www.proerd.rn.gov.br/
Blog da Pastoral da Sobriedade - "Quem sabe lidar com a vida, não entra nas drogas" - Arquidiocese de Fortaleza
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Poder público se mobiliza no combate às drogas
Projeto prevê utilizar 80% do que é apreendido em operações.
Os órgãos do poder público se mobilizaram em torno da disponibilização de recursos para o desenvolvimento de ações de combate, repressão e prevenção às drogas. A iniciativa partiu de uma conversa do Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen/RS) com o Ministério Público Estadual (MPE/RS). Juntamente está o Tribunal de Justiça, a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e as secretarias estaduais de Saúde e de Segurança Pública.
O projeto Comunidade Ativa Contra as Drogas prevê contar com 80% de tudo que é apreendido e recolhido em operações de combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas. No momento, o Estado não conta com um conselho estadual para receber este montante. Dessa forma, tudo que é arrecadado pelo Fundo Nacional Antidrogas (Funad) - responsável por estabelecer critérios para a reversão do patrimônio obtido ilicitamente por meio da produção ilegal e tráfico de drogas em favor da sociedade - não é repassado ao Estado. Já foi encaminhado à Assembleia Legislativa um projeto de lei para a criação de um fundo estadual.
Outro forte desejo demonstrado ontem, durante a assinatura do projeto no palácio do MPE/RS, foi a mobilização em torno da criação dos conselhos municipais de entorpecentes nas cidades que ainda não possuem. "Por isso a importância da Famurs em participar de mais esse projeto. Devemos nos mobilizar para estimular a implementação de políticas públicas contra o tráfico e o combate às drogas", destacou Francesco Conti, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos (CAODH). Os fundos municipais facilitariam o envio de verbas para serem utilizadas na prevenção e tratamento de dependentes químicos.
Para o presidente da Famurs, Vilmar Zanchin, a importância do projeto está em despertar na comunidade a conscientização dos males causados pelo uso das drogas. "Como prefeito recebi alguns pais desesperados com o envolvimento dos filhos com as drogas. Também recebo dezenas de prefeitos pedindo socorro porque seu município está tomado pelo crack", exemplificou Zanchin. "A responsabilidade, neste momento, deve ser de todos no enfrentamento contra o avanço das drogas", concluiu o presidente.
Em outro momento que marcou o lançamento do projeto, o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Luiz Carlos Ziomkowski, destacou a relevância da participação do MPE ao enxergar a lacuna que está presente no Rio Grande do Sul. "A utilização dos bens que são apreendidos para que se possa utilizar o dinheiro na recuperação de milhares de dependentes de drogas é importantíssimo no Estado." Ziomkowski argumentou também que, além dos males causados pelas drogas, o aumento sem precedentes da criminalidade para a sustentação do vício deve ser atacado. "Não devemos ficar apenas na assinatura deste termo de cooperação, precisamos da afirmação e da consolidação efetiva deste projeto. Através de juízes, desembargadores e representantes da Justiça, precisamos que esse dinheiro seja repassado aos municípios", enfatizou o subprocurador-geral.
Fonte: ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Os órgãos do poder público se mobilizaram em torno da disponibilização de recursos para o desenvolvimento de ações de combate, repressão e prevenção às drogas. A iniciativa partiu de uma conversa do Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen/RS) com o Ministério Público Estadual (MPE/RS). Juntamente está o Tribunal de Justiça, a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e as secretarias estaduais de Saúde e de Segurança Pública.
O projeto Comunidade Ativa Contra as Drogas prevê contar com 80% de tudo que é apreendido e recolhido em operações de combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas. No momento, o Estado não conta com um conselho estadual para receber este montante. Dessa forma, tudo que é arrecadado pelo Fundo Nacional Antidrogas (Funad) - responsável por estabelecer critérios para a reversão do patrimônio obtido ilicitamente por meio da produção ilegal e tráfico de drogas em favor da sociedade - não é repassado ao Estado. Já foi encaminhado à Assembleia Legislativa um projeto de lei para a criação de um fundo estadual.
Outro forte desejo demonstrado ontem, durante a assinatura do projeto no palácio do MPE/RS, foi a mobilização em torno da criação dos conselhos municipais de entorpecentes nas cidades que ainda não possuem. "Por isso a importância da Famurs em participar de mais esse projeto. Devemos nos mobilizar para estimular a implementação de políticas públicas contra o tráfico e o combate às drogas", destacou Francesco Conti, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos (CAODH). Os fundos municipais facilitariam o envio de verbas para serem utilizadas na prevenção e tratamento de dependentes químicos.
Para o presidente da Famurs, Vilmar Zanchin, a importância do projeto está em despertar na comunidade a conscientização dos males causados pelo uso das drogas. "Como prefeito recebi alguns pais desesperados com o envolvimento dos filhos com as drogas. Também recebo dezenas de prefeitos pedindo socorro porque seu município está tomado pelo crack", exemplificou Zanchin. "A responsabilidade, neste momento, deve ser de todos no enfrentamento contra o avanço das drogas", concluiu o presidente.
Em outro momento que marcou o lançamento do projeto, o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Luiz Carlos Ziomkowski, destacou a relevância da participação do MPE ao enxergar a lacuna que está presente no Rio Grande do Sul. "A utilização dos bens que são apreendidos para que se possa utilizar o dinheiro na recuperação de milhares de dependentes de drogas é importantíssimo no Estado." Ziomkowski argumentou também que, além dos males causados pelas drogas, o aumento sem precedentes da criminalidade para a sustentação do vício deve ser atacado. "Não devemos ficar apenas na assinatura deste termo de cooperação, precisamos da afirmação e da consolidação efetiva deste projeto. Através de juízes, desembargadores e representantes da Justiça, precisamos que esse dinheiro seja repassado aos municípios", enfatizou o subprocurador-geral.
Fonte: ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Bebidas energéticas com cafeína podem favorecer o alcoolismo
Consumidores frequentes dessas bebidas correm mais riscos de sofrer desmaios e os efeitos negativos do álcool.
O consumo regular de bebidas energéticas, com altos índices de cafeína, favorece o alcoolismo, revela um estudo publicado nesta terça-feira. A pesquisa, feita com cerca de mil estudantes de universidades americanas, concluiu que consumidores frequentes de energéticos cafeinados bebem álcool mais regularmente e em maior quantidade que os demais, aumentando seu risco de alcoolismo.
Os consumidores frequentes de bebidas energéticas correm ainda mais risco de sofrer problemas relacionados ao álcool, como desmaios e dores de cabeça, e são mais suscetíveis a se machucar, revela o estudo, liderado por Amelia Arria, pesquisadora da Universidade de Maryland.
O relatório é divulgado em meio a um intenso debate nos Estados Unidos sobre os riscos de bebidas que combinam álcool e cafeína e são especialmente direcionadas aos jovens.Michigan, Nova York, Oklahoma, Utah e Washington preparam medidas que proíbem bebidas que combinam cafeína ao álcool, do mesmo modo que muitas universidades americanas.O trabalho faz parte de uma pesquisa mais ampla sobre o alcoolismo, que será divulgada no próximo ano.
Fonte: ANTIDROGA
O consumo regular de bebidas energéticas, com altos índices de cafeína, favorece o alcoolismo, revela um estudo publicado nesta terça-feira. A pesquisa, feita com cerca de mil estudantes de universidades americanas, concluiu que consumidores frequentes de energéticos cafeinados bebem álcool mais regularmente e em maior quantidade que os demais, aumentando seu risco de alcoolismo.
Os consumidores frequentes de bebidas energéticas correm ainda mais risco de sofrer problemas relacionados ao álcool, como desmaios e dores de cabeça, e são mais suscetíveis a se machucar, revela o estudo, liderado por Amelia Arria, pesquisadora da Universidade de Maryland.
O relatório é divulgado em meio a um intenso debate nos Estados Unidos sobre os riscos de bebidas que combinam álcool e cafeína e são especialmente direcionadas aos jovens.Michigan, Nova York, Oklahoma, Utah e Washington preparam medidas que proíbem bebidas que combinam cafeína ao álcool, do mesmo modo que muitas universidades americanas.O trabalho faz parte de uma pesquisa mais ampla sobre o alcoolismo, que será divulgada no próximo ano.
Fonte: ANTIDROGA
OMS quer proibir aditivos no cigarro; medida atingirá produtores
O uso de aditivos nos cigarros brasileiros, prática que torna o fumo mais atrativo, pode estar com os dias contados.
Nesta semana, representantes de 171 países, incluindo o Brasil, reúnem-se no Uruguai para aprovar diretrizes para a regulamentação dos produtos do tabaco.
Trata-se da Conferência das Partes (COP 4) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco -tratado internacional desenvolvido sob a chancela da OMS (Organização Mundial da Saúde) para reduzir o consumo do cigarro e os danos à saúde de quem continua fumando.
As diretrizes devem recomendar proibição ou restrições ao uso de ingredientes nos cigarros, como açúcares, flavorizantes e umectantes.
Estudos da TobReg (Tobacco Regulation) - grupo da OMS - mostram que esses aditivos aumentam a palatabilidade dos cigarros.
"Documentos internos da indústria do cigarro e estudos científicos da TobReg mostram que alguns aditivos têm a função de aumentar o poder da nicotina de causar dependência", diz Tânia Cavalcante, secretária-executiva da Conicq (Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro), grupo interministerial criado para tratar do tema.
Após conflitos no grupo, a posição do Brasil está definida: o país apoiará a adoção de restrições aos aditivos e deve adotá-las após trâmites da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), segundo a Conicq.
INDÚSTRIA
A indústria do cigarro e os produtores de fumo movimentam-se para impedir que o Brasil proíba o uso de aditivos nos cigarros.
O argumento é que a medida interromperá a atividade de 50 mil famílias de produtores no Sul do país dedicadas ao plantio do tabaco "burley".
Na safra 2009/10, o país produziu 94,6 mil toneladas do "burley", segundo a Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil).
A maior parte da produção, no entanto, é de fumo tipo virgínia -- 588,4 mil toneladas na última safra. Ao contrário do "burley", o virgínia é o principal componente dos cigarros e não exige mais açúcar.
Para se adaptar às novas regras, os produtores do "burley" poderiam migrar para o cultivo do virgínia. O problema, diz o presidente da Afubra, Benício Werner, é o investimento necessário. "O fumo virgínia precisa de estufa para secar, o que significa um alto investimento."
"É preciso refletir sobre o problema social que essa medida impensada pode causar", diz Humberto Conti, da Souza Cruz. Para ele, a medida pode incentivar o mercado ilegal -representa 30% do total.
PRODUÇÃO
O Brasil será um dos países mais afetados pela medida. A restrição ao uso de aditivos comprometerá o emprego do fumo tipo "burley" nos cigarros a espécie é utilizada no "american blend", mistura preferida dos brasileiros.
Como o fumo "burley" é curado ao ar livre, perde o açúcar natural durante o processo de secagem. Com isso, o tabaco fica mais amargo e, para torná-lo mais palatável, adiciona-se açúcar.
Cavalcante, que é médica, afirma que, ao serem queimados, os aditivos tornam-se substâncias tóxicas. "A queima do açúcar libera acetaldeído, que aumenta a capacidade da nicotina de causar dependência", diz.
Mas Humberto Conti, gerente de ciência e regulamentação da Souza Cruz, afirma que o açúcar natural do tabaco não é diferente do que é acrescentado e, portanto, a adição não aumenta o risco inerente ao cigarro.
"Proibir a adição de açúcar não significa reduzir o nível dessa substância no cigarro", diz. Para ele, com a proibição, a tendência é que a indústria use outros tipos de fumo "mais carregados no açúcar" naturalmente.
A polêmica envolvendo a proibição de aditivos no cigarro foi tema da campanha presidencial. Apontado como antitabagista, José Serra tentou se aproximar dos fumicultores e, em carta ao setor, lembrou que o governo Lula apoiou a adesão do Brasil à convenção. Mesmo assim, foi derrotado por Dilma Rousseff em grandes municípios produtores de fumo.
Fonte: ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Nesta semana, representantes de 171 países, incluindo o Brasil, reúnem-se no Uruguai para aprovar diretrizes para a regulamentação dos produtos do tabaco.
Trata-se da Conferência das Partes (COP 4) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco -tratado internacional desenvolvido sob a chancela da OMS (Organização Mundial da Saúde) para reduzir o consumo do cigarro e os danos à saúde de quem continua fumando.
As diretrizes devem recomendar proibição ou restrições ao uso de ingredientes nos cigarros, como açúcares, flavorizantes e umectantes.
Estudos da TobReg (Tobacco Regulation) - grupo da OMS - mostram que esses aditivos aumentam a palatabilidade dos cigarros.
"Documentos internos da indústria do cigarro e estudos científicos da TobReg mostram que alguns aditivos têm a função de aumentar o poder da nicotina de causar dependência", diz Tânia Cavalcante, secretária-executiva da Conicq (Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro), grupo interministerial criado para tratar do tema.
Após conflitos no grupo, a posição do Brasil está definida: o país apoiará a adoção de restrições aos aditivos e deve adotá-las após trâmites da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), segundo a Conicq.
INDÚSTRIA
A indústria do cigarro e os produtores de fumo movimentam-se para impedir que o Brasil proíba o uso de aditivos nos cigarros.
O argumento é que a medida interromperá a atividade de 50 mil famílias de produtores no Sul do país dedicadas ao plantio do tabaco "burley".
Na safra 2009/10, o país produziu 94,6 mil toneladas do "burley", segundo a Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil).
A maior parte da produção, no entanto, é de fumo tipo virgínia -- 588,4 mil toneladas na última safra. Ao contrário do "burley", o virgínia é o principal componente dos cigarros e não exige mais açúcar.
Para se adaptar às novas regras, os produtores do "burley" poderiam migrar para o cultivo do virgínia. O problema, diz o presidente da Afubra, Benício Werner, é o investimento necessário. "O fumo virgínia precisa de estufa para secar, o que significa um alto investimento."
"É preciso refletir sobre o problema social que essa medida impensada pode causar", diz Humberto Conti, da Souza Cruz. Para ele, a medida pode incentivar o mercado ilegal -representa 30% do total.
PRODUÇÃO
O Brasil será um dos países mais afetados pela medida. A restrição ao uso de aditivos comprometerá o emprego do fumo tipo "burley" nos cigarros a espécie é utilizada no "american blend", mistura preferida dos brasileiros.
Como o fumo "burley" é curado ao ar livre, perde o açúcar natural durante o processo de secagem. Com isso, o tabaco fica mais amargo e, para torná-lo mais palatável, adiciona-se açúcar.
Cavalcante, que é médica, afirma que, ao serem queimados, os aditivos tornam-se substâncias tóxicas. "A queima do açúcar libera acetaldeído, que aumenta a capacidade da nicotina de causar dependência", diz.
Mas Humberto Conti, gerente de ciência e regulamentação da Souza Cruz, afirma que o açúcar natural do tabaco não é diferente do que é acrescentado e, portanto, a adição não aumenta o risco inerente ao cigarro.
"Proibir a adição de açúcar não significa reduzir o nível dessa substância no cigarro", diz. Para ele, com a proibição, a tendência é que a indústria use outros tipos de fumo "mais carregados no açúcar" naturalmente.
A polêmica envolvendo a proibição de aditivos no cigarro foi tema da campanha presidencial. Apontado como antitabagista, José Serra tentou se aproximar dos fumicultores e, em carta ao setor, lembrou que o governo Lula apoiou a adesão do Brasil à convenção. Mesmo assim, foi derrotado por Dilma Rousseff em grandes municípios produtores de fumo.
Fonte: ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
DIVULGAÇÃO DE CAMPANHA - URGENTE
O Governo do Estado enviou mensagem para a Assembléia Legislativa reduzindo a alíquota do ICMS de 33% para 7% para as bebidas importadas como whisky, vodca e outros. Caso seja aprovada esta mensagem, o Ceará estará indo na contra-mão da história e a violência que está insuportável no nosso estado irá aumentar muito mais.
Vamos aos fatos:
1 - Existe uma relação direta em relação ao consumo de bebidas alcoólicas e a violência como:
- homicídios
- acidente de trânsito
- suicídio
- quedas
- queimaduras
- afogamento
- brigas entre vizinhos
- brigas nos bares
- assaltos
- brigas familiares com agressões dos maridos e pais
- violência contra a mulher
- e outros tipos de violência
2 - Também o álcool é responsável por:
- destruição de lares
- gravidez indesejada
- doenças sexualmente transmissíveis (como a AIDS)
- separação de casais
- mais de 60 doenças orgânicas e mentais (cirrose, câncer, dependência química, etc...)
- ocupação de 60% dos hospitais psiquiátricos
- é a porta de entrada para as outras drogas
- e muitos outros problemas
3 - O álcool é um dos maiores problemas para a nossa sociedade, pois afeta:
- a saúde pública
- a segurança pública
- a previdência
- a economia
- e a área social
4 - Um dado de 2003 em relação ao custo do álcool para o nosso País (este dado é da Organização Mundial de Saúde e da Organização Pan-Americana de Saúde):
- o Brasil arrecada com os impostos das bebidas alcoólicas 3,5% do PIB
- o dano do álcool para o nosso País é de 7,3% do PIB
- 3,8% do PIB é quanto nós brasileiros pagamos pelos danos do álcool
5 - Outros dados importantes:
- o álcool é a pior de todas as drogas e a que acarreta mais danos (econômicos e vidas) para nossa sociedade
- existe mais de 1 milhão de locais de vendas de bebidas alcoólicas em nosso País
- no Brasil existe uma relação de 1 local de venda de bebidas alcoólicas para 190 habitantes
- o álcool não é uma droga qualquer, pois é uma droga legalizada em nosso País
- os estudos vêm mostrando que o álcool está presente em 70 % das mortes violentas em nosso País (Homicídios, trânsito, suicídios e outras)
- o SUS gasta com cada transplante hepático aproximadamente 50 mil reais (no caso de um paciente com cirrose alcoólica)
- o álcool compromete todos os órgãos do organismo
- centenas de outros dados poderiam ser citados, mas vamos ficar apenas com esses.
6 - A revista inglesa "The Lancet" uma das mais conceituadas revistas científicas do mundo, trouxe em sua última edição, o resultado de um estudo que revela que o álcool é a pior de todas as drogas, quando se considera o indivíduo e a sociedade. Depois vem a heroína (ainda muito usada na Europa) e depois vem o crack.
7 - Em 2007, o governo suíço patrocinou um estudo sobre o número de homicídios no mundo e os dados revelados nos envergonham, veja:
- são assassinados 490 mil pessoas por ano em todo mundo
- o Brasil é responsável por 48 mil homicídios ano (quase 10% do número total de homicídios em todo mundo)
- o Brasil tem apenas 3% da população mundial
- morrem em todas as guerras reconhecidas pela ONU 52 mil pessoas
Conclusão; no Brasil são assassinados quase o mesmo número de pessoas que morrem em todas as guerras. ´É um absurdo.
8 - Estamos vivendo uma guerra silenciosa em nosso estado, no mês de outubro foram assassinados 181 pessoas e assim mesmo o governo está querendo reduzir o imposto das bebidas importadas.
9 - Nós temos que trabalhar para construir uma cultura de PAZ em nosso estado e não uma cultura de violência. Temos que contribuir para deixar para nossos filhos e netos, um mundo onde esteja presente uma sociedade solidária, onde as pessoas possam caminhar livremente a qualquer hora sem ser molestadas, onde a justiça social seja a regra e não a excessão, onde o amor esteja sempre presente em nossas ações, onde os valores éticos estejam acima das questões materiais, onde ninguém leve vantagem em detrimento de outros, onde se respeite o meio ambiente e onde a vida não tenha preço.
10 - Solicito a cada amigo e amiga, a cada cidadão e cidadã, a todos e todas que lutam por uma cidade, um estado, um país e um mundo melhor, que não deixemos que a Assembléia Legislativa aprove esse crime contra o nosso estado e contra a vida. Mostre sua indignação, escreva para os jornais, ligue para as rádios, divulguem e peça a seu amigo deputado para não votar a favor desta barbaridade.
Atenciosamente,
Pedrita Viana.
1 - Existe uma relação direta em relação ao consumo de bebidas alcoólicas e a violência como:
- homicídios
- acidente de trânsito
- suicídio
- quedas
- queimaduras
- afogamento
- brigas entre vizinhos
- brigas nos bares
- assaltos
- brigas familiares com agressões dos maridos e pais
- violência contra a mulher
- e outros tipos de violência
2 - Também o álcool é responsável por:
- destruição de lares
- gravidez indesejada
- doenças sexualmente transmissíveis (como a AIDS)
- separação de casais
- mais de 60 doenças orgânicas e mentais (cirrose, câncer, dependência química, etc...)
- ocupação de 60% dos hospitais psiquiátricos
- é a porta de entrada para as outras drogas
- e muitos outros problemas
3 - O álcool é um dos maiores problemas para a nossa sociedade, pois afeta:
- a saúde pública
- a segurança pública
- a previdência
- a economia
- e a área social
4 - Um dado de 2003 em relação ao custo do álcool para o nosso País (este dado é da Organização Mundial de Saúde e da Organização Pan-Americana de Saúde):
- o Brasil arrecada com os impostos das bebidas alcoólicas 3,5% do PIB
- o dano do álcool para o nosso País é de 7,3% do PIB
- 3,8% do PIB é quanto nós brasileiros pagamos pelos danos do álcool
5 - Outros dados importantes:
- o álcool é a pior de todas as drogas e a que acarreta mais danos (econômicos e vidas) para nossa sociedade
- existe mais de 1 milhão de locais de vendas de bebidas alcoólicas em nosso País
- no Brasil existe uma relação de 1 local de venda de bebidas alcoólicas para 190 habitantes
- o álcool não é uma droga qualquer, pois é uma droga legalizada em nosso País
- os estudos vêm mostrando que o álcool está presente em 70 % das mortes violentas em nosso País (Homicídios, trânsito, suicídios e outras)
- o SUS gasta com cada transplante hepático aproximadamente 50 mil reais (no caso de um paciente com cirrose alcoólica)
- o álcool compromete todos os órgãos do organismo
- centenas de outros dados poderiam ser citados, mas vamos ficar apenas com esses.
6 - A revista inglesa "The Lancet" uma das mais conceituadas revistas científicas do mundo, trouxe em sua última edição, o resultado de um estudo que revela que o álcool é a pior de todas as drogas, quando se considera o indivíduo e a sociedade. Depois vem a heroína (ainda muito usada na Europa) e depois vem o crack.
7 - Em 2007, o governo suíço patrocinou um estudo sobre o número de homicídios no mundo e os dados revelados nos envergonham, veja:
- são assassinados 490 mil pessoas por ano em todo mundo
- o Brasil é responsável por 48 mil homicídios ano (quase 10% do número total de homicídios em todo mundo)
- o Brasil tem apenas 3% da população mundial
- morrem em todas as guerras reconhecidas pela ONU 52 mil pessoas
Conclusão; no Brasil são assassinados quase o mesmo número de pessoas que morrem em todas as guerras. ´É um absurdo.
8 - Estamos vivendo uma guerra silenciosa em nosso estado, no mês de outubro foram assassinados 181 pessoas e assim mesmo o governo está querendo reduzir o imposto das bebidas importadas.
9 - Nós temos que trabalhar para construir uma cultura de PAZ em nosso estado e não uma cultura de violência. Temos que contribuir para deixar para nossos filhos e netos, um mundo onde esteja presente uma sociedade solidária, onde as pessoas possam caminhar livremente a qualquer hora sem ser molestadas, onde a justiça social seja a regra e não a excessão, onde o amor esteja sempre presente em nossas ações, onde os valores éticos estejam acima das questões materiais, onde ninguém leve vantagem em detrimento de outros, onde se respeite o meio ambiente e onde a vida não tenha preço.
10 - Solicito a cada amigo e amiga, a cada cidadão e cidadã, a todos e todas que lutam por uma cidade, um estado, um país e um mundo melhor, que não deixemos que a Assembléia Legislativa aprove esse crime contra o nosso estado e contra a vida. Mostre sua indignação, escreva para os jornais, ligue para as rádios, divulguem e peça a seu amigo deputado para não votar a favor desta barbaridade.
Atenciosamente,
Pedrita Viana.
SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS - SDH
COORDENADORIA DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - FUNCIPROGRAMA PONTE DE ENCONTRO
EQUIPE DE REFERÊNCIA EM PREVENÇÃO E REDUÇÃO DE DANOS
Rua Guilherme Rocha, nº1503, Jacarecanga, Fortaleza, Ceará.
COORDENADORIA DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - FUNCIPROGRAMA PONTE DE ENCONTRO
EQUIPE DE REFERÊNCIA EM PREVENÇÃO E REDUÇÃO DE DANOS
Rua Guilherme Rocha, nº1503, Jacarecanga, Fortaleza, Ceará.
Fone: (85) 3433. 1421. Email: redefortaleza@gmail.com
terça-feira, 16 de novembro de 2010
ES: jovem é apreendido com tipo de crack 10 vezes mais potente
Um tipo de crack dez vezes mais potente que o original foi apreendido em Vitória (ES) neste sábado. A droga é combinada com cocaína, cafeína e ácido bórico e resulta em um "crack em pó". A mistura, que tem um tom amarelado, surpreendeu até mesmo os policiais. Ela foi encontrada com um adolescente de 17 anos.
Segundo a polícia, o jovem é o gerente de uma boca de fumo localizada no bairro Andorinhas, na capital capixaba. O menor apreendido era procurado pela polícia por ser acusado de cometer dois homicídios e um roubo. Ele afirmou aos PMs que a droga vem de outro Estado e disse que, em todo o Espírito Santo, só ele tem o produto para venda. "De onde vem eu não tenho certeza. Só sei que eu tenho", disse o adolescente.
Além de surpreender a apreensão está mobilizando a polícia capixaba. "Vamos dar continuidade à investigação para saber de onde vem a droga e quem está distribuindo. Sabemos que o índice de homicídios aumenta na quantidade em que é vendida a droga", afirmou o delegado Fabrício Dutra, da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa.
Fonte: Portal TERRA
Segundo a polícia, o jovem é o gerente de uma boca de fumo localizada no bairro Andorinhas, na capital capixaba. O menor apreendido era procurado pela polícia por ser acusado de cometer dois homicídios e um roubo. Ele afirmou aos PMs que a droga vem de outro Estado e disse que, em todo o Espírito Santo, só ele tem o produto para venda. "De onde vem eu não tenho certeza. Só sei que eu tenho", disse o adolescente.
Além de surpreender a apreensão está mobilizando a polícia capixaba. "Vamos dar continuidade à investigação para saber de onde vem a droga e quem está distribuindo. Sabemos que o índice de homicídios aumenta na quantidade em que é vendida a droga", afirmou o delegado Fabrício Dutra, da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa.
Fonte: Portal TERRA
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Câncer de pulmão é diferente em fumantes e não fumantes
Segundo um novo estudo, o câncer de pulmão que se desenvolve em fumantes não é o mesmo câncer pulmonar que se desenvolve em pessoas que nunca fumaram cigarro.
Os pesquisadores acreditam que eles sejam diferentes porque o tumor de não fumantes tem quase duas vezes mais mudanças no DNA do que o tumor de pessoas que fumam.
Isso sugere que os tumores aparecem por meio de diferentes vias moleculares. Os não-fumantes podem ficar expostos a uma substância cancerígena, não de cigarros, que faz com que os tumores tenham mais alterações no DNA e promovam o desenvolvimento de câncer de pulmão.
A pesquisa está de acordo com estudos anteriores. No entanto, o novo estudo olhou além das mutações de um único gene, e os pesquisadores encontraram regiões inteiras de alterações de DNA diferentes nos tumores de pulmão de fumantes e de não-fumantes.
Os pesquisadores coletaram tumores pulmonares e tecidos não cancerosos de 30 não-fumantes, 39 fumantes e 14 ex-fumantes. Eles descobriram que os que nunca fumaram cigarro tiveram mais mutações nos genes que codificam moléculas chamadas receptores de fator de crescimento epidérmico (RFCE), que recebem sinais nas membranas celulares. Também encontraram mais alterações no genoma dos não-fumantes do que no genoma dos fumantes e ex-fumantes.
Isso é mais uma evidência de que o câncer de pulmão surge nestes dois grupos a partir de diferentes fatores. Por exemplo, os não-fumantes com câncer de pulmão são geralmente do sexo feminino, tem um certo tipo de tumor chamado adenocarcinoma, e têm mais mutações em seus RFCEs.
Mas essas mutações não são as únicas que conduzem ao desenvolvimento de câncer em não fumantes, razão pela qual os pesquisadores dessa vez observaram todos os genes nos tumores que analisaram, descobrindo assim grandes regiões de DNA diferentes entre fumantes e não fumantes.
O próximo passo dos pesquisadores é confirmar as descobertas através da pesquisa de genes em outros tumores de pulmão, utilizando conjuntos de dados de outros pesquisadores. Se os mesmos padrões de variação de DNA forem encontrados, os cientistas poderão trabalhar para definir como esses genes atuam.
Porém, mais pesquisas são necessárias para validar esses resultados. Se os trabalhos continuarem, é possível que as variações de DNA encontradas possam levar a tratamentos que combatam cada tipo de câncer.
Segundo os pesquisadores, ao melhorar o que se sabe sobre como o câncer pulmonar desenvolve-se em não fumantes, os resultados vão ajudar a ciência a compreender melhor a biologia subjacente ao desenvolvimento de câncer de pulmão em não fumantes, levando ao desenvolvimento de melhores estratégias de diagnóstico e tratamento.
Fonte: UNIAD
Os pesquisadores acreditam que eles sejam diferentes porque o tumor de não fumantes tem quase duas vezes mais mudanças no DNA do que o tumor de pessoas que fumam.
Isso sugere que os tumores aparecem por meio de diferentes vias moleculares. Os não-fumantes podem ficar expostos a uma substância cancerígena, não de cigarros, que faz com que os tumores tenham mais alterações no DNA e promovam o desenvolvimento de câncer de pulmão.
A pesquisa está de acordo com estudos anteriores. No entanto, o novo estudo olhou além das mutações de um único gene, e os pesquisadores encontraram regiões inteiras de alterações de DNA diferentes nos tumores de pulmão de fumantes e de não-fumantes.
Os pesquisadores coletaram tumores pulmonares e tecidos não cancerosos de 30 não-fumantes, 39 fumantes e 14 ex-fumantes. Eles descobriram que os que nunca fumaram cigarro tiveram mais mutações nos genes que codificam moléculas chamadas receptores de fator de crescimento epidérmico (RFCE), que recebem sinais nas membranas celulares. Também encontraram mais alterações no genoma dos não-fumantes do que no genoma dos fumantes e ex-fumantes.
Isso é mais uma evidência de que o câncer de pulmão surge nestes dois grupos a partir de diferentes fatores. Por exemplo, os não-fumantes com câncer de pulmão são geralmente do sexo feminino, tem um certo tipo de tumor chamado adenocarcinoma, e têm mais mutações em seus RFCEs.
Mas essas mutações não são as únicas que conduzem ao desenvolvimento de câncer em não fumantes, razão pela qual os pesquisadores dessa vez observaram todos os genes nos tumores que analisaram, descobrindo assim grandes regiões de DNA diferentes entre fumantes e não fumantes.
O próximo passo dos pesquisadores é confirmar as descobertas através da pesquisa de genes em outros tumores de pulmão, utilizando conjuntos de dados de outros pesquisadores. Se os mesmos padrões de variação de DNA forem encontrados, os cientistas poderão trabalhar para definir como esses genes atuam.
Porém, mais pesquisas são necessárias para validar esses resultados. Se os trabalhos continuarem, é possível que as variações de DNA encontradas possam levar a tratamentos que combatam cada tipo de câncer.
Segundo os pesquisadores, ao melhorar o que se sabe sobre como o câncer pulmonar desenvolve-se em não fumantes, os resultados vão ajudar a ciência a compreender melhor a biologia subjacente ao desenvolvimento de câncer de pulmão em não fumantes, levando ao desenvolvimento de melhores estratégias de diagnóstico e tratamento.
Fonte: UNIAD
domingo, 14 de novembro de 2010
Passo da Semana (14 a 20/11): 7º - REPARAR
Senhor, REPARO financeira e moralmente a todos que, na minha dependência, eu prejudiquei. Ajuda-me a resgatar minha dignidade e a confiança dos meus. Restaura-me!
sábado, 13 de novembro de 2010
O cigarro e as crianças
A abordagem do tema na escola e em casa podem evitar que crianças se tornem fumantes.
Os primeiros registros de uso do tabaco datam de meados do século IX, utilizado por tribos indígenas em seus rituais religiosos. Historiadores acreditam que a migração das tribos foi responsável pela introdução do tabaco no Brasil.
A expansão, porém, só começou no século XX, paralelamente ao desenvolvimento da publicidade. Cigarros eram distribuídos gratuitamente para as tropas durante a Primeira Guerra Mundial, o que ajudou a popularizar ainda mais o consumo. Em tempos de guerras e crises econômicas, o cigarro era bastante valorizado.
Segundo a última pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 2009, 15,5% da população brasileira fuma. O que mais preocupa na verdade é a iniciação ao tabaco de adolescentes e crianças, que têm começado cada vez mais cedo, seguindo muitas vezes o exemplo visto dentro de casa.
Recentemente, foi notícia nos jornais e sites da internet o caso de uma criança de 2 anos na Indonésia que fumava mais de 40 cigarros por dia. No país não é chocante ver uma criança fumando: 25% das crianças locais já tiveram contato com o fumo, segundo dados da Agência Central de Estatísticas.
No Brasil, uma lei aprovada em 2008 proíbe o fumo nas áreas internas das instituições de ensino, mas os alunos ainda contam com os intervalos quando, em algumas escolas, é permitido sair.
“As escolas devem proibir o fumo e tratar o assunto dentro das salas de aula de forma transversal, pois há interface com a questão econômica, com o meio ambiente e têm impactos na saúde de quem fuma, de quem produz o tabaco e de quem convive com fumantes”, explica a diretora executiva da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), Paula Johns.
O fumo e o tabagismo passivo, inclusive, pode interferir no rendimento escolar, com a piora de doenças respiratórias como asma e bronquite, que culminam no aumento de faltas, maior dificuldade para acompanhar o ensino e recuperar a matéria perdida.
Por isso, é muito importante que os pais também desempenhem seus papéis dentro de casa. O ideal é que o tema seja abordado com honestidade e clareza e que, no caso de pais fumantes, que estes reconheçam a dependência ao invés de banalizar o tabagismo.
As medidas necessárias para evitar que uma criança se interesse pelo cigarro, no entanto, vão além das escolas e do exemplo dos pais. É necessário que os cigarros não sejam colocados no mesmo patamar que outros produtos, expostos em todas as esquinas, bares padarias, entre outros, alerta Paula.
“Os cigarros devem ser armazenados embaixo do balcão, e não expostos. Ao contrário, eles costumam estar ao lado de produtos de bomboniere e revistas. A prática cria uma espécie de ritual de passagem em torno do consumo de cigarros, tornando-os atraentes para crianças e adolescentes, que acabam comprando para se sentirem donas do próprio nariz.”
Principais consequências
As crianças são as que mais sofrem com o fumo passivo, principalmente até os dois anos de idade. Doenças como asma, rinite e alergias, que podem ser desencadeadas ou agravadas pelo cigarro, podem segui-las pelo resto da vida.
“Há também evidências que ligam índices maiores de morte súbita em crianças expostas ao tabagismo passivo. Por isso é importante que os pais evitem o cigarro dentro de casa não só com crianças pequenas, mas com todas as idades”, alerta Paula. Evitar o cigarro dentro de casa não só garante a saúde das crianças, mas evita que ela se torne um fumante precoce e ajuda a construir um futuro melhor para nossos filhos.
Fonte: ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Os primeiros registros de uso do tabaco datam de meados do século IX, utilizado por tribos indígenas em seus rituais religiosos. Historiadores acreditam que a migração das tribos foi responsável pela introdução do tabaco no Brasil.
A expansão, porém, só começou no século XX, paralelamente ao desenvolvimento da publicidade. Cigarros eram distribuídos gratuitamente para as tropas durante a Primeira Guerra Mundial, o que ajudou a popularizar ainda mais o consumo. Em tempos de guerras e crises econômicas, o cigarro era bastante valorizado.
Segundo a última pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 2009, 15,5% da população brasileira fuma. O que mais preocupa na verdade é a iniciação ao tabaco de adolescentes e crianças, que têm começado cada vez mais cedo, seguindo muitas vezes o exemplo visto dentro de casa.
Recentemente, foi notícia nos jornais e sites da internet o caso de uma criança de 2 anos na Indonésia que fumava mais de 40 cigarros por dia. No país não é chocante ver uma criança fumando: 25% das crianças locais já tiveram contato com o fumo, segundo dados da Agência Central de Estatísticas.
No Brasil, uma lei aprovada em 2008 proíbe o fumo nas áreas internas das instituições de ensino, mas os alunos ainda contam com os intervalos quando, em algumas escolas, é permitido sair.
“As escolas devem proibir o fumo e tratar o assunto dentro das salas de aula de forma transversal, pois há interface com a questão econômica, com o meio ambiente e têm impactos na saúde de quem fuma, de quem produz o tabaco e de quem convive com fumantes”, explica a diretora executiva da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), Paula Johns.
O fumo e o tabagismo passivo, inclusive, pode interferir no rendimento escolar, com a piora de doenças respiratórias como asma e bronquite, que culminam no aumento de faltas, maior dificuldade para acompanhar o ensino e recuperar a matéria perdida.
Por isso, é muito importante que os pais também desempenhem seus papéis dentro de casa. O ideal é que o tema seja abordado com honestidade e clareza e que, no caso de pais fumantes, que estes reconheçam a dependência ao invés de banalizar o tabagismo.
As medidas necessárias para evitar que uma criança se interesse pelo cigarro, no entanto, vão além das escolas e do exemplo dos pais. É necessário que os cigarros não sejam colocados no mesmo patamar que outros produtos, expostos em todas as esquinas, bares padarias, entre outros, alerta Paula.
“Os cigarros devem ser armazenados embaixo do balcão, e não expostos. Ao contrário, eles costumam estar ao lado de produtos de bomboniere e revistas. A prática cria uma espécie de ritual de passagem em torno do consumo de cigarros, tornando-os atraentes para crianças e adolescentes, que acabam comprando para se sentirem donas do próprio nariz.”
Principais consequências
As crianças são as que mais sofrem com o fumo passivo, principalmente até os dois anos de idade. Doenças como asma, rinite e alergias, que podem ser desencadeadas ou agravadas pelo cigarro, podem segui-las pelo resto da vida.
“Há também evidências que ligam índices maiores de morte súbita em crianças expostas ao tabagismo passivo. Por isso é importante que os pais evitem o cigarro dentro de casa não só com crianças pequenas, mas com todas as idades”, alerta Paula. Evitar o cigarro dentro de casa não só garante a saúde das crianças, mas evita que ela se torne um fumante precoce e ajuda a construir um futuro melhor para nossos filhos.
Fonte: ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Recuperação de dependentes de crack é desafio para o poder público
Prefeitura de SP oferece 300 vagas exclusivas para dependentes. Internação só ocorre quando o paciente quer receber o tratamento.
A multiplicação das novas cracolândias na capital paulista tem revelado o drama de homens, mulheres e até crianças que estão entregues ao crack. A recuperação dos dependentes dessa droga - considerada uma das mais devastadoras - é um desafio para o poder público. E principalmente para os doentes.
Foi depois de ser forçada a se trancar numa clínica particular que a médica percebeu: era a hora de parar com o crack. "Foi uma coisa traumática e necessária", disse. Ela diz que cerca de 20 dias depois percebeu que a droga estava destruindo sua vida. Não é a primeira vez que Andréia procura ajuda da prefeitura para se livrar da dependência. Agora, ela está em tratamento intensivo há um mês, em um dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), no Centro da capital paulista. Ela deixa o local apenas para dormir num albergue.
Atualmente, existem 21 Caps na capital paulista. Um deles funciona 24 horas. Mas internação mesmo só em hospitais, e se o paciente quiser. A assessora de saúde mental, álcool e drogas da Secretaria Municipal de Saúde, Teresa Endo, afirma que o dependente precisa desejar receber o tratamento - não há uma internação involuntária.
A coordenadora da unidade álcool e drogas da Unifesp, Fátima Rato, discorda da política de internação adotada pelo poder público. Para ela, o paciente deve ser levado para o tratamento mesmo contra a vontade. Ela defende que, durante a crise, a pessoa não tem a consciência da situação pela qual está passando. "Dificilmente um paciente em uso irá topar receber o tratamento. A droga altera o funcionamento cerebral", defende.
A prefeitura oferece apenas 300 vagas exclusivas para internação de dependentes químicos. Mas, na capital, existem 13,6 mil pessoas em situação de rua, segundo um levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. E quase 75% delas usam álcool e drogas.
O secretário de Saúde da capital paulista, Januário Montone, diz que existe uma ação da prefeitura feita diretamente com os moradores de rua. “Temos agentes todos os dias fazendo a abordagem e um trabalho de aproximação”, relatou. Ele afirma que há casos de internação involuntária, mas sempre indicada por um psiquiatra. “Temos uma rede capaz de absorver o tratamento na cidade toda. O que precisamos é incentivar que o usuário nos procure.”
Fonte: UNIAD
Foi depois de ser forçada a se trancar numa clínica particular que a médica percebeu: era a hora de parar com o crack. "Foi uma coisa traumática e necessária", disse. Ela diz que cerca de 20 dias depois percebeu que a droga estava destruindo sua vida. Não é a primeira vez que Andréia procura ajuda da prefeitura para se livrar da dependência. Agora, ela está em tratamento intensivo há um mês, em um dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), no Centro da capital paulista. Ela deixa o local apenas para dormir num albergue.
Atualmente, existem 21 Caps na capital paulista. Um deles funciona 24 horas. Mas internação mesmo só em hospitais, e se o paciente quiser. A assessora de saúde mental, álcool e drogas da Secretaria Municipal de Saúde, Teresa Endo, afirma que o dependente precisa desejar receber o tratamento - não há uma internação involuntária.
A coordenadora da unidade álcool e drogas da Unifesp, Fátima Rato, discorda da política de internação adotada pelo poder público. Para ela, o paciente deve ser levado para o tratamento mesmo contra a vontade. Ela defende que, durante a crise, a pessoa não tem a consciência da situação pela qual está passando. "Dificilmente um paciente em uso irá topar receber o tratamento. A droga altera o funcionamento cerebral", defende.
A prefeitura oferece apenas 300 vagas exclusivas para internação de dependentes químicos. Mas, na capital, existem 13,6 mil pessoas em situação de rua, segundo um levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. E quase 75% delas usam álcool e drogas.
O secretário de Saúde da capital paulista, Januário Montone, diz que existe uma ação da prefeitura feita diretamente com os moradores de rua. “Temos agentes todos os dias fazendo a abordagem e um trabalho de aproximação”, relatou. Ele afirma que há casos de internação involuntária, mas sempre indicada por um psiquiatra. “Temos uma rede capaz de absorver o tratamento na cidade toda. O que precisamos é incentivar que o usuário nos procure.”
Fonte: UNIAD
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
ONG que tenta liberar maconha chega ao País
Ativistas americanos, derrotados neste mês em plebiscito na Califórnia, vão ao Congresso brasileiro defender a descriminação da droga.
Uma das organizações não governamentais americanas mais atuantes em defesa da descriminação da maconha, a Norml, chega ao Brasil nas próximas semanas. Com sede no Rio, a ONG tentará formar grupos para lutar no Congresso pela liberação da droga.
"Nossas ações serão, basicamente, acompanhar o noticiário sobre maconha no País, organizar eventos e protestos, além de pressionar os legisladores para aprovar a descriminação da maconha. Nosso objetivo é combater a proibição da maconha para adultos", disse um dos gerentes da Norml, Ross Belvilly, de 42 anos. "Esperamos formalizar o contato em outras cidades para levar nossa mensagem."
Com sede na Califórnia, a Norml brasileira adaptará o discurso original. No lugar de propostas mais voltadas para o uso medicinal da droga, no Brasil, o discurso privilegiará a relação entre a venda ilegal e a violência.
"Queremos mostrar que a violência e os crimes relacionados com a maconha são decorrentes da proibição e não por causa da droga em si. O que você proíbe, você entrega aos bandidos. E criminosos fazem coisas de criminosos. Se você legalizar a maconha, verá que as pessoas que usam vão resolver os seus problemas no tribunal, como as pessoas que usam álcool ou tabaco resolvem", disse Belvilly. "Sei que o Brasil é um país muito religioso. Aqueles que cresceram na Igreja podem achar que maconha é coisa do mal. Os brasileiros têm de entender que a maconha é uma planta de Deus. O problema foi o jeito que se usou para controlá-la."
Segundo outro responsável em trazer a ONG para o Brasil, Ranieri Guimarães, a Norml pretende ser uma fundação. "Será uma entidade filantrópica. Vamos atuar na tradução de livros sobre o uso da maconha e pretendemos criar escolas."
Para um dos organizadores da Marcha da Maconha, o sociólogo Renato Athayde, no Brasil o apelo ao uso medicinal tem pouca influência sobre a população. "Vamos apoiá-lo, mas expliquei para eles que a população entende melhor a causa quando associada à violência."
Segundo o sociólogo, o Brasil tem pelo menos três organizações em defesa da liberação da maconha: a Psicotrópicos, a Grow Room (que prega o cultivo doméstico) e a Nova Sociedade Libertadora. "Pregamos também a defesa de outros direitos civis, como a descriminação do aborto, a união civil entre homossexuais e a eutanásia."
PARA LEMBRAR
A ONG Norml foi uma das principais defensoras do "sim" no plebiscito que acabou rejeitando a legalização da venda de maconha para uso pessoal na Califórnia, Estados Unidos. Na consulta pública, ocorrida no começo do mês, 54% dos votos foram contra a liberação, e 46% a favor.
Apesar da derrota, a droga continuará sendo vendida com receita médica no Estado. Os defensores da legalização exibiram três principais argumentos: poderia contribuir para a redução do crime organizado na fronteira com o México; a venda poderia elevar a receita do Estado com impostos e evitaria a prisão de milhares de jovens anualmente na Califórnia.
Opositores da liberação, porém, observam que a maconha pode causar problemas de saúde, afetando funções como a memória.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Com sede na Califórnia, a Norml brasileira adaptará o discurso original. No lugar de propostas mais voltadas para o uso medicinal da droga, no Brasil, o discurso privilegiará a relação entre a venda ilegal e a violência.
"Queremos mostrar que a violência e os crimes relacionados com a maconha são decorrentes da proibição e não por causa da droga em si. O que você proíbe, você entrega aos bandidos. E criminosos fazem coisas de criminosos. Se você legalizar a maconha, verá que as pessoas que usam vão resolver os seus problemas no tribunal, como as pessoas que usam álcool ou tabaco resolvem", disse Belvilly. "Sei que o Brasil é um país muito religioso. Aqueles que cresceram na Igreja podem achar que maconha é coisa do mal. Os brasileiros têm de entender que a maconha é uma planta de Deus. O problema foi o jeito que se usou para controlá-la."
Segundo outro responsável em trazer a ONG para o Brasil, Ranieri Guimarães, a Norml pretende ser uma fundação. "Será uma entidade filantrópica. Vamos atuar na tradução de livros sobre o uso da maconha e pretendemos criar escolas."
Para um dos organizadores da Marcha da Maconha, o sociólogo Renato Athayde, no Brasil o apelo ao uso medicinal tem pouca influência sobre a população. "Vamos apoiá-lo, mas expliquei para eles que a população entende melhor a causa quando associada à violência."
Segundo o sociólogo, o Brasil tem pelo menos três organizações em defesa da liberação da maconha: a Psicotrópicos, a Grow Room (que prega o cultivo doméstico) e a Nova Sociedade Libertadora. "Pregamos também a defesa de outros direitos civis, como a descriminação do aborto, a união civil entre homossexuais e a eutanásia."
PARA LEMBRAR
A ONG Norml foi uma das principais defensoras do "sim" no plebiscito que acabou rejeitando a legalização da venda de maconha para uso pessoal na Califórnia, Estados Unidos. Na consulta pública, ocorrida no começo do mês, 54% dos votos foram contra a liberação, e 46% a favor.
Apesar da derrota, a droga continuará sendo vendida com receita médica no Estado. Os defensores da legalização exibiram três principais argumentos: poderia contribuir para a redução do crime organizado na fronteira com o México; a venda poderia elevar a receita do Estado com impostos e evitaria a prisão de milhares de jovens anualmente na Califórnia.
Opositores da liberação, porém, observam que a maconha pode causar problemas de saúde, afetando funções como a memória.
Fonte: O Estado de S.Paulo
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Impostos e contrabando superam antitabagismo
Nos nove primeiros meses do ano, o faturamento da Souza Cruz, maior fabricante de cigarros do País, caiu 8%, para R$ 4,06 bilhões. O resultado final, na última linha do balanço, teve um baque ainda maior, em torno 10%. Mesmo assim, fabricar e comercializar um produto tão estigmatizado, alvo de toda a sorte de campanhas e de regulações, continua um bom negócio. O lucro de R$ 1,1 bilhão representa uma rentabilidade superior a 25% sobre as receitas, taxa raramente encontrada no Brasil.
Não por acaso, as ações da Souza Cruz se encontram entre as chamadas top 5 da Bovespa: segundo levantamento da consultoria Economatica, com 57,3% de valorização até outubro, seus papéis só perdiam para os da Lojas Renner (63,4%) e superavam com folga os da terceira colocada, a Ambev (40%). “Nossas ações são preferidas por investidores que têm um horizonte de longo prazo, que se preparam para a aposentadoria”, afirma Paulo Ayres, diretor de planejamento da Souza Cruz.
Em princípio, a declaração de Ayres pode parecer um paradoxo, tratando-se do cigarro, um produto marcado, senão para morrer, pelo menos para sofrer uma vigilância cerrada dos movimentos antitabagistas e de governos. Na verdade, o peso das medidas de controle e proibição do fumo ou as restrições à propaganda parecem ser menos temidos do que outros adversários, como o contrabando e a pesada tributação, que chega a 63% do valor de cada maço.
Na verdade, para os fabricantes do setor, os dois fatores parecem andar de mãos dadas. Segundo Ayres, o incremento do contrabando, que vinha se manifestando desde o começo da década de 1990, não refluiu nem mesmo com a adoção, em 1999, do adREM, sistema de tributação que incide sobre o preço de cada maço de cigarro de acordo com o tipo de embalagem e a marca, independentemente do preço final no varejo. “Entre 2000 e 2009, a arrecadação do cigarro cresceu 66%, contra 18% da de bebidas”, diz Ayres, refutando as críticas de que o atual sistema seria lesivo aos cofres públicos. Ao contrário, ao não incidir diretamente sobre o preço final, a tributação estaria preservando a arrecadação. “Ela impede que o governo financie uma guerra de preços entre os fabricantes”, afirma Ayres.
Produção paraguaia
Para ele, a estrutura atual provocou um aumento substancial no preço do cigarro. “Um estudo da FGV mostra que estamos entre os cinco mercados mais caros do mundo”, diz. O alto custo interno, somado à valorização do real, acaba estimulando o comércio ilegal, via contrabando do Paraguai, país que abriga cerca de 40 fábricas e tem uma capacidade de produção anual de 40 bilhões de cigarros, equivalente a mais de um terço da brasileira, em torno de 110 bilhões de unidades. “Metade da produção paraguaia vem para o Brasil sem pagar impostos lá ou aqui”, diz. “Enquanto o maço da marca mais barata da Souza Cruz, a Derby, custa R$ 3,35, o cigarro contrabandeado pode ser adquirido por R$ 1,30.” Pelos cálculos de Ayres, isso significa o descaminho de pelo menos R$ 2 bilhões em impostos por ano.
Fonte: BLOG o Estadão
Não por acaso, as ações da Souza Cruz se encontram entre as chamadas top 5 da Bovespa: segundo levantamento da consultoria Economatica, com 57,3% de valorização até outubro, seus papéis só perdiam para os da Lojas Renner (63,4%) e superavam com folga os da terceira colocada, a Ambev (40%). “Nossas ações são preferidas por investidores que têm um horizonte de longo prazo, que se preparam para a aposentadoria”, afirma Paulo Ayres, diretor de planejamento da Souza Cruz.
Em princípio, a declaração de Ayres pode parecer um paradoxo, tratando-se do cigarro, um produto marcado, senão para morrer, pelo menos para sofrer uma vigilância cerrada dos movimentos antitabagistas e de governos. Na verdade, o peso das medidas de controle e proibição do fumo ou as restrições à propaganda parecem ser menos temidos do que outros adversários, como o contrabando e a pesada tributação, que chega a 63% do valor de cada maço.
Na verdade, para os fabricantes do setor, os dois fatores parecem andar de mãos dadas. Segundo Ayres, o incremento do contrabando, que vinha se manifestando desde o começo da década de 1990, não refluiu nem mesmo com a adoção, em 1999, do adREM, sistema de tributação que incide sobre o preço de cada maço de cigarro de acordo com o tipo de embalagem e a marca, independentemente do preço final no varejo. “Entre 2000 e 2009, a arrecadação do cigarro cresceu 66%, contra 18% da de bebidas”, diz Ayres, refutando as críticas de que o atual sistema seria lesivo aos cofres públicos. Ao contrário, ao não incidir diretamente sobre o preço final, a tributação estaria preservando a arrecadação. “Ela impede que o governo financie uma guerra de preços entre os fabricantes”, afirma Ayres.
Produção paraguaia
Para ele, a estrutura atual provocou um aumento substancial no preço do cigarro. “Um estudo da FGV mostra que estamos entre os cinco mercados mais caros do mundo”, diz. O alto custo interno, somado à valorização do real, acaba estimulando o comércio ilegal, via contrabando do Paraguai, país que abriga cerca de 40 fábricas e tem uma capacidade de produção anual de 40 bilhões de cigarros, equivalente a mais de um terço da brasileira, em torno de 110 bilhões de unidades. “Metade da produção paraguaia vem para o Brasil sem pagar impostos lá ou aqui”, diz. “Enquanto o maço da marca mais barata da Souza Cruz, a Derby, custa R$ 3,35, o cigarro contrabandeado pode ser adquirido por R$ 1,30.” Pelos cálculos de Ayres, isso significa o descaminho de pelo menos R$ 2 bilhões em impostos por ano.
Fonte: BLOG o Estadão
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Gestante de baixa escolaridade é mais exposta ao álcool
O consumo de risco é associado a baixa escolaridade, estresse e insatisfação conjugal, diz pesquisa
Falta de apoio do parceiro, estresse e menor escolaridade levam gestantes a consumir álcool. Essas foram as conclusões da pesquisa que foi apresentada pela terapeuta de família Joseane de Souza, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, no 28º Congresso Brasileiro de Psiquiatria, em Fortaleza, no Ceará.
“As gestantes com consumo de risco apresentaram pior suporte social e mais sinais de transtornos mentais”, diz Joseane.
De acordo com a pesquisa, 22% das gestantes consome álcool regular ou esporadicamente. Esse número, concluiu o estudo, é maior do que o de gestantes com depressão.
"Mulheres bebem como resposta aos conflitos emocionais com o companheiro. Muitas iniciam uso de drogas influenciadas por ele, para acompanhá-lo", diz a terapeuta.
Diferentemente das mulheres, homens tendem a iniciar o uso de álcool e drogas por influência de amigos. Entre as grávidas mais expostas, 86% convivem com parceiros que bebem. Entre as que não consomem álcool, esse número foi de 40%. É maior também o número de mulheres que bebem e trabalham – 59% contra 37% entre as que não consumiram álcool. Entre outros fatores de risco associados estão histórico de uso problemático de álcool, abuso físico e sexual, depressão e companheiros com problemas de uso de drogas ilegais.
O estudo levantou ainda estratégias de prevenção e enfrentamento ao consumo de álcool. "Percebemos que quando a grávida tem pessoas em que possa confiar, fica mais apta a lidar com fatores de estresse”, diz Joseane.
“De modo geral, a mulher está bebendo mais, principalmente na idade reprodutiva. É quando acontece a gravidez, incluindo as não desejadas, que são o maior fator de estresse para elas”, diz Larissa Esper, mestranda em saúde mental que avaliou o impacto da gestação nos níveis de estresse da mulher na mesma pesquisa.
“Muitas gestantes não consideram todas as bebidas alcóolicas como tal. Se elas tomam um chopinho para acompanhar o marido, ou uma batida doce no fim de semana, dizem que não bebem”, afirma Larissa.
Os dados servirão de base para criar um programa de intervenção no pré-natal, focado em reduzir consumo de álcool.
“É preciso incluir o parceiro, já que as mulheres que consomem álcool estão bebendo para acompanhá-lo ou para suportar situações difíceis no relacionamento”, diz Joseane. Ela defende que é necessário rastrear o consumo de álcool da mesma forma como é feito o rastreamento da hipertensão e do diabetes.
O principal distúrbio causado pelo consumo de álcool na gravidez é a Síndrome Fetal do Álcool, que pode afetar a formação de órgãos internos e da face, além de gerar bebês com menor peso e baixa estatura no nascimento.
Fonte: Portal IG
Falta de apoio do parceiro, estresse e menor escolaridade levam gestantes a consumir álcool. Essas foram as conclusões da pesquisa que foi apresentada pela terapeuta de família Joseane de Souza, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, no 28º Congresso Brasileiro de Psiquiatria, em Fortaleza, no Ceará.
“As gestantes com consumo de risco apresentaram pior suporte social e mais sinais de transtornos mentais”, diz Joseane.
De acordo com a pesquisa, 22% das gestantes consome álcool regular ou esporadicamente. Esse número, concluiu o estudo, é maior do que o de gestantes com depressão.
"Mulheres bebem como resposta aos conflitos emocionais com o companheiro. Muitas iniciam uso de drogas influenciadas por ele, para acompanhá-lo", diz a terapeuta.
Diferentemente das mulheres, homens tendem a iniciar o uso de álcool e drogas por influência de amigos. Entre as grávidas mais expostas, 86% convivem com parceiros que bebem. Entre as que não consomem álcool, esse número foi de 40%. É maior também o número de mulheres que bebem e trabalham – 59% contra 37% entre as que não consumiram álcool. Entre outros fatores de risco associados estão histórico de uso problemático de álcool, abuso físico e sexual, depressão e companheiros com problemas de uso de drogas ilegais.
O estudo levantou ainda estratégias de prevenção e enfrentamento ao consumo de álcool. "Percebemos que quando a grávida tem pessoas em que possa confiar, fica mais apta a lidar com fatores de estresse”, diz Joseane.
“De modo geral, a mulher está bebendo mais, principalmente na idade reprodutiva. É quando acontece a gravidez, incluindo as não desejadas, que são o maior fator de estresse para elas”, diz Larissa Esper, mestranda em saúde mental que avaliou o impacto da gestação nos níveis de estresse da mulher na mesma pesquisa.
“Muitas gestantes não consideram todas as bebidas alcóolicas como tal. Se elas tomam um chopinho para acompanhar o marido, ou uma batida doce no fim de semana, dizem que não bebem”, afirma Larissa.
Os dados servirão de base para criar um programa de intervenção no pré-natal, focado em reduzir consumo de álcool.
“É preciso incluir o parceiro, já que as mulheres que consomem álcool estão bebendo para acompanhá-lo ou para suportar situações difíceis no relacionamento”, diz Joseane. Ela defende que é necessário rastrear o consumo de álcool da mesma forma como é feito o rastreamento da hipertensão e do diabetes.
O principal distúrbio causado pelo consumo de álcool na gravidez é a Síndrome Fetal do Álcool, que pode afetar a formação de órgãos internos e da face, além de gerar bebês com menor peso e baixa estatura no nascimento.
Fonte: Portal IG
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Adolescentes adquirem bebidas alcoólicas sem restrição
As bebidas alcoólicas estão cada vez mais presentes na rotina dos adolescentes. Sem limites e sem conhecimento dos pais, jovens em idade escolar têm acesso livre aos drinques de álcool em festas de formatura, baladas com "open bar" ou bares.
Apesar de ser proibido vender ou fornecer bebida alcoólica a adolescentes e crianças, a bebida é adquirida sem restrição. Um problema que preocupa profissionais de saúde, pais e educadores.
Na opinião do 1º tenente da Polícia Militar de Minas Gerais e secretário da 5ª Região de Polícia Militar, Flávio Jackson Ferreira Santiago e autor do livro "Comunidades Blindadas", há muito se fala na coibição das drogas ilícitas como maconha, crack, cocaína, merla, ecstasy, dentre outras. Pesquisas recentes constatam que o álcool é a droga mais usada pelos adolescentes. "Acredito que muito tem sido feito contra as drogas que assolam a nossa humanidade". Pena que o "bicho papão" é bem maior do que se imagina.
Trata-se de um problema que, apesar do tratamento local, necessita de uma visão global. Um mal que não escolhe suas vítimas. Atinge ao rico, ao pobre, ao negro, ao branco, aos homens, as mulheres e as crianças. Um risco que se traveste nos costumes de nossa sociedade é o álcool, pondera.
O tenente Santiago revela que, segundo pesquisas, os dados são temas preocupantes. Os jovens consomem muito álcool e há uma preocupação porque isso ocorre cada vez mais cedo. "Segundo pesquisas, o fenômeno é sinal de alerta. O que eles não sabem é que o álcool pode causar vários danos à saúde e também é uma porta de entrada para outras drogas", ressalta.
Santiago considera que promover festas de 15 anos com álcool é algo extremamente equivocado. Quanto mais precoce o uso do álcool, maior o risco de dependência. Por dia, morrem diversas pessoas em virtude do uso excessivo de álcool. Algumas ceifam a própria vida, outras destroem famílias através de homicídios "culposos", principalmente no trânsito. O álcool mata muito mais que qualquer outra droga que acreditamos conhecer. E o pior, entra na nossa casa pela televisão, pela internet, pelos costumes e, às vezes, por herança. O marketing é estratosférico, nossos governantes devem investir mais em campanhas educativas para coibir o uso do álcool. "Beba com moderação" virou uma frase daquelas que intitulamos "clichê". Por isto, eu aconselho, viva com moderação, finaliza.
Balada - A reportagem do JU esteve em algumas festas "open bar" nos últimos fins de semana e constatou que os responsáveis não exigem a identificação na entrada e nem ao fornecer bebidas alcoólicas.
Fonte: Jornal de UBERABA
Apesar de ser proibido vender ou fornecer bebida alcoólica a adolescentes e crianças, a bebida é adquirida sem restrição. Um problema que preocupa profissionais de saúde, pais e educadores.
Na opinião do 1º tenente da Polícia Militar de Minas Gerais e secretário da 5ª Região de Polícia Militar, Flávio Jackson Ferreira Santiago e autor do livro "Comunidades Blindadas", há muito se fala na coibição das drogas ilícitas como maconha, crack, cocaína, merla, ecstasy, dentre outras. Pesquisas recentes constatam que o álcool é a droga mais usada pelos adolescentes. "Acredito que muito tem sido feito contra as drogas que assolam a nossa humanidade". Pena que o "bicho papão" é bem maior do que se imagina.
Trata-se de um problema que, apesar do tratamento local, necessita de uma visão global. Um mal que não escolhe suas vítimas. Atinge ao rico, ao pobre, ao negro, ao branco, aos homens, as mulheres e as crianças. Um risco que se traveste nos costumes de nossa sociedade é o álcool, pondera.
O tenente Santiago revela que, segundo pesquisas, os dados são temas preocupantes. Os jovens consomem muito álcool e há uma preocupação porque isso ocorre cada vez mais cedo. "Segundo pesquisas, o fenômeno é sinal de alerta. O que eles não sabem é que o álcool pode causar vários danos à saúde e também é uma porta de entrada para outras drogas", ressalta.
Santiago considera que promover festas de 15 anos com álcool é algo extremamente equivocado. Quanto mais precoce o uso do álcool, maior o risco de dependência. Por dia, morrem diversas pessoas em virtude do uso excessivo de álcool. Algumas ceifam a própria vida, outras destroem famílias através de homicídios "culposos", principalmente no trânsito. O álcool mata muito mais que qualquer outra droga que acreditamos conhecer. E o pior, entra na nossa casa pela televisão, pela internet, pelos costumes e, às vezes, por herança. O marketing é estratosférico, nossos governantes devem investir mais em campanhas educativas para coibir o uso do álcool. "Beba com moderação" virou uma frase daquelas que intitulamos "clichê". Por isto, eu aconselho, viva com moderação, finaliza.
Balada - A reportagem do JU esteve em algumas festas "open bar" nos últimos fins de semana e constatou que os responsáveis não exigem a identificação na entrada e nem ao fornecer bebidas alcoólicas.
Fonte: Jornal de UBERABA
domingo, 7 de novembro de 2010
Passo da Semana (07 a 13/11): 6º- RENASCER
Senhor, RENASÇO no teu Espírito para a Sobriedade. O homem velho passou, eis que sou uma criatura nova. Batiza-me!
sábado, 6 de novembro de 2010
Túnel da maconha abriga linha
Vagão se desloca a 30 km/h e demora 2 minutos para completar percurso entre países...
O túnel clandestino descoberto nesta quarta-feira (3) na cidade fronteiriça de Tijuana (noroeste do México) conta com um pequeno trem que se desloca a uma velocidade de 30 km/h e que, em dois minutos, chega ao território americano, garantiram nesta quinta-feira (4) fontes militares.
O aparente depósito que ocultava o túnel, onde em seu interior foram encontradas mais de 30 toneladas de maconha, 26 delas do lado americano, estava guardado por militares nesta quinta.
O local para acessar o túnel do lado mexicano mede cerca de 80 cm de comprimento e largura, e para descer há uma escada de cerca de 5 m, constatou um jornalista.
Ao descer a escada, entra-se em uma sala onde se observam os trilhos e um pequeno trem cuja velocidade máxima, detalhou um dos militares, é de cerca de 30 km/h. Em 2 minutos ele completa o percurso entre os dois países.
Ao final da improvisada via férrea, o túnel divide-se em dois caminhos, um dos quais, segundo a fonte, "conecta-se a um velho túnel que estava em construção" e o outro, o direito, em direção à cidade de Mesa de Otay, em San Diego, Califórnia.
A descoberta do túnel significou uma das apreensões mais importantes de droga nos EUA, de acordo com funcionários de Imigração e Alfândega americanas.
As 4,5 toneladas de maconha encontradas do lado mexicano foram a terceira descoberta deste tipo que ocorre em pouco mais de duas semanas em Tijuana.
Nesta cidade, a mais movimentada da fronteira do México, atua o cartel dos Arellano Félix e outras organizações, consideradas responsáveis pela construção destes túneis para o contrabando da droga.
Fonte: R7
O túnel clandestino descoberto nesta quarta-feira (3) na cidade fronteiriça de Tijuana (noroeste do México) conta com um pequeno trem que se desloca a uma velocidade de 30 km/h e que, em dois minutos, chega ao território americano, garantiram nesta quinta-feira (4) fontes militares.
O aparente depósito que ocultava o túnel, onde em seu interior foram encontradas mais de 30 toneladas de maconha, 26 delas do lado americano, estava guardado por militares nesta quinta.
O local para acessar o túnel do lado mexicano mede cerca de 80 cm de comprimento e largura, e para descer há uma escada de cerca de 5 m, constatou um jornalista.
Ao descer a escada, entra-se em uma sala onde se observam os trilhos e um pequeno trem cuja velocidade máxima, detalhou um dos militares, é de cerca de 30 km/h. Em 2 minutos ele completa o percurso entre os dois países.
Ao final da improvisada via férrea, o túnel divide-se em dois caminhos, um dos quais, segundo a fonte, "conecta-se a um velho túnel que estava em construção" e o outro, o direito, em direção à cidade de Mesa de Otay, em San Diego, Califórnia.
A descoberta do túnel significou uma das apreensões mais importantes de droga nos EUA, de acordo com funcionários de Imigração e Alfândega americanas.
As 4,5 toneladas de maconha encontradas do lado mexicano foram a terceira descoberta deste tipo que ocorre em pouco mais de duas semanas em Tijuana.
Nesta cidade, a mais movimentada da fronteira do México, atua o cartel dos Arellano Félix e outras organizações, consideradas responsáveis pela construção destes túneis para o contrabando da droga.
Fonte: R7
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Desesperado, pai acorrenta filho de 28 anos viciado em crack em casa
JACAREÍ: Família diz não saber mais o que fazer para conter uso da droga
Desesperado ao ver o filho de 28 anos viciado em crack, um pai decidiu acorrentar o jovem em casa para impedir que ele fuja para consumir a droga, em Jacareí. O pai, Roberto Alves, alega que não encontrou outro caminho para o tratamento do filho. "É uma situação difícil, não tenho ajuda de ninguém", desabafou. Segundo a família, o jovem não consegue deixar o vício. Ele já chegou a apanhar de traficantes na rua. "Antes ele acorrentado aqui em casa, do que ele morto", afirma a mãe Maria Aparecida Alves.
O rapaz foi paciente do CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) e foi internado por cerca de dez dias em um hospital psiquiátrico. Mas a mãe quer que o filho seja internado em uma clínica especializada. Ela ainda não conseguiu ajuda. "Nem que eu pagasse um pouco, parcelasse, mas eu preciso de ajuda urgente. Eu já tentei em tudo quanto é lugar".
A Secretaria de Saúde informou que o tratamento oferecido a dependentes químicos na cidade é o recomendado pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O atendimento é ambulatorial e a internação é feita apenas em casos mais graves, em hospitais psiquiátricos.
O secretário adjunto de Saúde de Jacareí, Eduardo Guadagnin, disse que o paciente passou por todas essas etapas. "Quando o paciente retornou, foi solicitada uma internação psquiátrica. Foram agendadas várias consultas, mas o paciente não retornou", explicou. Guadagnin disse ainda que o município não tem convênio com clínicas especializadas.
Fonte: VNEWS
O rapaz foi paciente do CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) e foi internado por cerca de dez dias em um hospital psiquiátrico. Mas a mãe quer que o filho seja internado em uma clínica especializada. Ela ainda não conseguiu ajuda. "Nem que eu pagasse um pouco, parcelasse, mas eu preciso de ajuda urgente. Eu já tentei em tudo quanto é lugar".
A Secretaria de Saúde informou que o tratamento oferecido a dependentes químicos na cidade é o recomendado pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O atendimento é ambulatorial e a internação é feita apenas em casos mais graves, em hospitais psiquiátricos.
O secretário adjunto de Saúde de Jacareí, Eduardo Guadagnin, disse que o paciente passou por todas essas etapas. "Quando o paciente retornou, foi solicitada uma internação psquiátrica. Foram agendadas várias consultas, mas o paciente não retornou", explicou. Guadagnin disse ainda que o município não tem convênio com clínicas especializadas.
Fonte: VNEWS
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
EUA descobrem grande túnel de drogas na fronteira com México
LOS ANGELES - A polícia de fronteiras dos Estados Unidos descobriu um sofisticado túnel de contrabando, do tamanho de cinco campos de futebol, entre o sul da Califórnia e o México. A suspeita, como anunciaram as autoridades nesta quarta-feira, é de que traficantes de drogas usassem a passagem.
Com 550 metros de extensão, um sistema de trens, iluminação e ventilação, o túnel ligava depósitos em Otay Mesa, na Califórnia, a Tijuana, no México. Nele, a polícia encontrou 25 toneladas de maconha.
Os cartéis de droga mexicanos cavaram dezenas de túneis na fronteira dos Estados Unidos com o México nos últimos anos para burlar a segurança, reforçada nos pontos de entrada e nas áreas intermediárias de fronteira.
No início de 2006, os agentes descobriram um túnel que media 731 metros, praticamente a mesma extensão da fronteira de Tijuana a Otay Mesa. Ele segue sendo o mais longo dos túneis descobertos até hoje.
Tijuana é o principal caminho para as drogas que entram na Califórnia provenientes do México.
Fonte: UNIAD
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Maiores afetados pela liberação da maconha no Brasil seriam os adolescentes
Proibida, droga tem pouca penetração nessa faixa etária, aquela em que os danos físicos causados pelos seu consumo podem ser acentuados.
O último levantamento realizado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD) sobre o uso da maconha no Brasil, em 2005, revelou que 8,8% da população brasileira já consumiram a droga alguma vez na vida. Entre adolescentes, esse índice era menos da metade: 4,1%.
Outro levantamento do SENAD, desta vez sobre o consumo de álcool, de 2004, mostrava que 48% dos adolescentes na mesma faixa etária já tinham experimentado bebidas alcoólicas uma vez na vida, um índice mais de dez vezes maior que o da maconha. Entre crianças de 10 e 12 anos, 41%.
Os números mostram que as maiores vítimas de uma eventual liberação da maconha no Brasil seriam os jovens e adolescentes. O álcool, liberado, já foi consumido por quase metade de todos os indivíduos nessa faixa etária. Já a maconha, hoje proibida, tem baixa penetração entre os adolescentes. E é melhor que assim permaneça segundo os especialistas - inclusive os que defendem a liberação de seu uso terapêutico e científico no Brasil.
Mesmo Antonio Zuardi, psiquiatra e professor do departamento de neurociências e ciências do comportamento da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, que já realizou várias pesquisas comprovando que substâncias presentes na maconha podem atuar beneficamente em pessoas com fobia social, ressalta os perigos da maconha para os adolescentes. “Alguns estudos mostram que o uso excessivo em jovens em fase de desenvolvimento pode aumentar a chance de desenvolver quadros psicóticos no futuro. Existem outras evidências de que o uso muito intenso pode produzir problemas cognitivos, de memória e de raciocínio”, afirma.
Para o psiquiatra Ivan Mario Braun, autor do livro Drogas – perguntas e respostas (mg editores), que também defende o uso medicinal das substâncias da Cannabis sativa, nome científico da planta da maconha, não há nada de subjetivo nos efeitos prejudiciais da droga. “Ela prejudica o aprendizado e facilita o aparecimento de surtos psicóticos em pessoas pré-dispostas.”
O consumo da maconha por pessoas em fase de desenvolvimento pode provocar danos permanentes. Dependendo da quantidade consumida, os problemas que a droga causa à memória de curto prazo – aquela que faz você lembrar o conteúdo que o professor acabou de passar – podem se intensificar e prejudicar também a memória de longo prazo.
Elisaldo Carlini, professor da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) e talvez o maior especialista no uso medicinal e científico da maconha no Brasil, deixa claro que a droga impede a memória de curto prazo e seu uso crônico faz o rendimento intelectual cair.
Rede de proteção — Ronaldo Laranjeira, coordenador da UNIAD (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas) da UNIFESP, Phd em psiquiatra pela Universidade de Londres, é definido como um “cruzado” por Carlini, que foi seu professor na década de 80. “Eu o chamo para tomar uma cerveja, mas ele não bebe”, brinca. Laranjeira é um dos organizadores do Primeiro Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira, realizado pelo SENAD, e pertinaz oponente da liberalização da maconha.
“Na Holanda, quando se flexibilizou o mercado da maconha, aumentou o consumo. No Brasil isso seria temerário, já que não temos uma rede de proteção como a Holanda tem.” Segundo Laranjeira, 80% dos usuários de droga na Holanda tem contato com o sistema de saúde – o que não acontece no Brasil.
Há alguns problemas que não são levados em conta quando se fala de liberar a maconha no Brasil, diz Laranjeira. O índice de usuários regulares no Brasil fica entre 2 e 3% da população, metade do índice americano e holandês. “Para aplicar a mesma política aqui, onde o consumo ainda é baixo do ponto de vista da saúde pública, é preciso tomar cuidado. Nem sempre o que é bom lá vai ser bom aqui.”
Segundo Laranjeira, a legalização, da forma que está sendo proposta, aumentaria o consumo justamente entre os jovens. “Quem vai mais consumir não é um senhor de 50 anos, é o cara de 15”, afirma. Ele refuta a fama de ´droga leve´ da maconha. “Falar que maconha não faz mal é um absurdo do ponto de vista psiquiátrico. Sabemos que 13% dos novos casos de esquizofrenia são decorrentes do uso da maconha.”
Como a droga atua — Na primeira infância, há uma reorganização do sistema nervoso central e milhares de neurônios morrem para que a criança passe por um processo de amadurecimento. O cérebro passa por essa fase no início da puberdade. Nas meninas, ocorre entre 10 e 11 anos, e nos meninos com 12 e 13 anos. O termo técnico para essa morte celular programada é apoptose.
Depois desse momento, surgem novas sinapses que preparam o adolescente para as funções da idade adulta, como o pensamento abstrato, planejamento e o cálculo matemático, que estão relacionados a uma área específica do cérebro chamada córtex pré-frontal. É exatamente nessa área que funciona o sistema de recompensa, onde todas as drogas que causam dependência agem, como o álcool, o tabaco, a cocaína, a maconha.
“Se você pensar que uma criança começa a consumir uma dessas drogas ou a maconha, o que vai acontecer com essa estrutura? Ela vai ser totalmente danificada precoce e irreversivelmente. Essas novas sinapses, essas novas ligações neuronais vão ser destruídas pelo uso da maconha”, afirma Marco Antonio Bessa, presidente da Sociedade Paranaense de Psiquiatria.
Se a droga é utilizada por pessoas maiores de 18 anos, o dano estará relacionado à quantidade e frequência do uso. Estudos mostram que quanto mais cedo o consumo de qualquer droga, maior o risco de se tornar dependente. “Os jovens acham que é uma droga leve, mas os efeitos danosos são piores que os do álcool e os do tabaco”, diz Bessa.
Fonte: VEJA
O último levantamento realizado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD) sobre o uso da maconha no Brasil, em 2005, revelou que 8,8% da população brasileira já consumiram a droga alguma vez na vida. Entre adolescentes, esse índice era menos da metade: 4,1%.
Outro levantamento do SENAD, desta vez sobre o consumo de álcool, de 2004, mostrava que 48% dos adolescentes na mesma faixa etária já tinham experimentado bebidas alcoólicas uma vez na vida, um índice mais de dez vezes maior que o da maconha. Entre crianças de 10 e 12 anos, 41%.
Os números mostram que as maiores vítimas de uma eventual liberação da maconha no Brasil seriam os jovens e adolescentes. O álcool, liberado, já foi consumido por quase metade de todos os indivíduos nessa faixa etária. Já a maconha, hoje proibida, tem baixa penetração entre os adolescentes. E é melhor que assim permaneça segundo os especialistas - inclusive os que defendem a liberação de seu uso terapêutico e científico no Brasil.
Mesmo Antonio Zuardi, psiquiatra e professor do departamento de neurociências e ciências do comportamento da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, que já realizou várias pesquisas comprovando que substâncias presentes na maconha podem atuar beneficamente em pessoas com fobia social, ressalta os perigos da maconha para os adolescentes. “Alguns estudos mostram que o uso excessivo em jovens em fase de desenvolvimento pode aumentar a chance de desenvolver quadros psicóticos no futuro. Existem outras evidências de que o uso muito intenso pode produzir problemas cognitivos, de memória e de raciocínio”, afirma.
Para o psiquiatra Ivan Mario Braun, autor do livro Drogas – perguntas e respostas (mg editores), que também defende o uso medicinal das substâncias da Cannabis sativa, nome científico da planta da maconha, não há nada de subjetivo nos efeitos prejudiciais da droga. “Ela prejudica o aprendizado e facilita o aparecimento de surtos psicóticos em pessoas pré-dispostas.”
O consumo da maconha por pessoas em fase de desenvolvimento pode provocar danos permanentes. Dependendo da quantidade consumida, os problemas que a droga causa à memória de curto prazo – aquela que faz você lembrar o conteúdo que o professor acabou de passar – podem se intensificar e prejudicar também a memória de longo prazo.
Elisaldo Carlini, professor da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) e talvez o maior especialista no uso medicinal e científico da maconha no Brasil, deixa claro que a droga impede a memória de curto prazo e seu uso crônico faz o rendimento intelectual cair.
Rede de proteção — Ronaldo Laranjeira, coordenador da UNIAD (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas) da UNIFESP, Phd em psiquiatra pela Universidade de Londres, é definido como um “cruzado” por Carlini, que foi seu professor na década de 80. “Eu o chamo para tomar uma cerveja, mas ele não bebe”, brinca. Laranjeira é um dos organizadores do Primeiro Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira, realizado pelo SENAD, e pertinaz oponente da liberalização da maconha.
“Na Holanda, quando se flexibilizou o mercado da maconha, aumentou o consumo. No Brasil isso seria temerário, já que não temos uma rede de proteção como a Holanda tem.” Segundo Laranjeira, 80% dos usuários de droga na Holanda tem contato com o sistema de saúde – o que não acontece no Brasil.
Há alguns problemas que não são levados em conta quando se fala de liberar a maconha no Brasil, diz Laranjeira. O índice de usuários regulares no Brasil fica entre 2 e 3% da população, metade do índice americano e holandês. “Para aplicar a mesma política aqui, onde o consumo ainda é baixo do ponto de vista da saúde pública, é preciso tomar cuidado. Nem sempre o que é bom lá vai ser bom aqui.”
Segundo Laranjeira, a legalização, da forma que está sendo proposta, aumentaria o consumo justamente entre os jovens. “Quem vai mais consumir não é um senhor de 50 anos, é o cara de 15”, afirma. Ele refuta a fama de ´droga leve´ da maconha. “Falar que maconha não faz mal é um absurdo do ponto de vista psiquiátrico. Sabemos que 13% dos novos casos de esquizofrenia são decorrentes do uso da maconha.”
Como a droga atua — Na primeira infância, há uma reorganização do sistema nervoso central e milhares de neurônios morrem para que a criança passe por um processo de amadurecimento. O cérebro passa por essa fase no início da puberdade. Nas meninas, ocorre entre 10 e 11 anos, e nos meninos com 12 e 13 anos. O termo técnico para essa morte celular programada é apoptose.
Depois desse momento, surgem novas sinapses que preparam o adolescente para as funções da idade adulta, como o pensamento abstrato, planejamento e o cálculo matemático, que estão relacionados a uma área específica do cérebro chamada córtex pré-frontal. É exatamente nessa área que funciona o sistema de recompensa, onde todas as drogas que causam dependência agem, como o álcool, o tabaco, a cocaína, a maconha.
“Se você pensar que uma criança começa a consumir uma dessas drogas ou a maconha, o que vai acontecer com essa estrutura? Ela vai ser totalmente danificada precoce e irreversivelmente. Essas novas sinapses, essas novas ligações neuronais vão ser destruídas pelo uso da maconha”, afirma Marco Antonio Bessa, presidente da Sociedade Paranaense de Psiquiatria.
Se a droga é utilizada por pessoas maiores de 18 anos, o dano estará relacionado à quantidade e frequência do uso. Estudos mostram que quanto mais cedo o consumo de qualquer droga, maior o risco de se tornar dependente. “Os jovens acham que é uma droga leve, mas os efeitos danosos são piores que os do álcool e os do tabaco”, diz Bessa.
Fonte: VEJA
terça-feira, 2 de novembro de 2010
O dia de Finados - Origem
Um dos cultos mais antigos e que esteve presente em quase todas as religiões, em especial as mais antigas é o culto aos mortos. A principio era ligado aos cultos agrários e de fertilidade. Para os mais antigos, os mortos eram como sementes, e por isso eram enterrados com vistas à ressurreição.

O dia dos mortos na prática da Igreja Católica surgiu como uma ligação suplementar entre mortos e vivos. O mundo em geral, tanto religiosos como profano aderiu a tal prática. No século I, os cristãos visitavam os mortos em seus túmulos para rezar pelos que morreram, mas iam apenas ao tumulo dos mártires.
Já no século V, um dia do ano era dedicado para rezar por todos os mortos, a igreja rezava por aqueles que ninguém mais lembrava. Exatamente no século X, a Igreja Católica estabeleceu um dia oficial para os mortos (Dia de Finados). Foi a partir do século XI, que os papas Silvestre II, João XVII e Leão IX passaram a forçar a comunidade a dedicar um dia aos mortos.
No século XIII, tal data passou a ser comemorada no dia 2 de novembro, pois no dia 1º de novembro é a festa de Todos os Santos (celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados). Atualmente as pessoas comemoram o dia dos mortos, levando flores aos túmulos e participam dos eventos ecumênicos de tal data.
“Felizes os Mortos que doravante morrem no Senhor.
Sim, diz o Espírito, descansem dos seus trabalhos,
pois as suas obras os seguem".
(Apocalipse 14, 13)
A Comemoração a todos os fiéis falecidos possui uma grande riqueza espiritual a ser cuidadosamente aproveitada.
Além de participações nos atos religiosos, proporciona fecunda reflexão sobre a morte e o cumprimento de deveres com a memória de nossos parentes, amigos, que já foram chamados para a casa do Pai.
O Dia de Finados, é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que tanto amamos que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca. Pois, a vida é viver em comunhão íntima com Deus, agora e sempre.
ORAÇÃO
Oh! Meu misericordioso Jesus perdoai-nos,
livrai-nos do jogo do inferno.
Levai as almas todas para o céu.
Perdoai e socorrei principalmente
as que precisam de Ti.
Suplico-vos o perdão para os que não crêem,
não adoram, não esperam e não vos amam.
Vós sois a esperança dos que vivem e vida
e ressurreição eterna dos que já morreram.
Escutai os pedidos de vosso povo, recebei em
vosso repouso celestial nossos entes
queridos e aumentai nossa Fé,
Amém.
Já disse São Paulo (2° Cor. 5,1): Se nossa tenda for destruída, teremos no céu morada eterna, feita não por mãos humanas. É que para nós, cristãos, a morte não é o fim. É passagem, como o é a do nascimento da criança, que passa do escuro do seio materno para a luz do dia...

O dia dos mortos na prática da Igreja Católica surgiu como uma ligação suplementar entre mortos e vivos. O mundo em geral, tanto religiosos como profano aderiu a tal prática. No século I, os cristãos visitavam os mortos em seus túmulos para rezar pelos que morreram, mas iam apenas ao tumulo dos mártires.
Já no século V, um dia do ano era dedicado para rezar por todos os mortos, a igreja rezava por aqueles que ninguém mais lembrava. Exatamente no século X, a Igreja Católica estabeleceu um dia oficial para os mortos (Dia de Finados). Foi a partir do século XI, que os papas Silvestre II, João XVII e Leão IX passaram a forçar a comunidade a dedicar um dia aos mortos.
No século XIII, tal data passou a ser comemorada no dia 2 de novembro, pois no dia 1º de novembro é a festa de Todos os Santos (celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados). Atualmente as pessoas comemoram o dia dos mortos, levando flores aos túmulos e participam dos eventos ecumênicos de tal data.
“Felizes os Mortos que doravante morrem no Senhor.
Sim, diz o Espírito, descansem dos seus trabalhos,
pois as suas obras os seguem".
(Apocalipse 14, 13)
A Comemoração a todos os fiéis falecidos possui uma grande riqueza espiritual a ser cuidadosamente aproveitada.
Além de participações nos atos religiosos, proporciona fecunda reflexão sobre a morte e o cumprimento de deveres com a memória de nossos parentes, amigos, que já foram chamados para a casa do Pai.
O Dia de Finados, é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que tanto amamos que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca. Pois, a vida é viver em comunhão íntima com Deus, agora e sempre.
ORAÇÃO
Oh! Meu misericordioso Jesus perdoai-nos,
livrai-nos do jogo do inferno.
Levai as almas todas para o céu.
Perdoai e socorrei principalmente
as que precisam de Ti.
Suplico-vos o perdão para os que não crêem,
não adoram, não esperam e não vos amam.
Vós sois a esperança dos que vivem e vida
e ressurreição eterna dos que já morreram.
Escutai os pedidos de vosso povo, recebei em
vosso repouso celestial nossos entes
queridos e aumentai nossa Fé,
Amém.
Já disse São Paulo (2° Cor. 5,1): Se nossa tenda for destruída, teremos no céu morada eterna, feita não por mãos humanas. É que para nós, cristãos, a morte não é o fim. É passagem, como o é a do nascimento da criança, que passa do escuro do seio materno para a luz do dia...
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Eleitores dos EUA votarão sobre maconha, língua e aborto
Além de eleger políticos para cargos públicos nos âmbitos estadual e federal, os eleitores nos Estados Unidos votarão no dia 2 de novembro alguns polêmicos projetos que envolvem a sociedade americana, como a legalização da maconha e do aborto e o estabelecimento do inglês como língua oficial.
Como costuma ser habitual em pleitos nos EUA, a jornada eleitoral para nomear representantes públicos serve também para promover consultas populares sobre iniciativas locais impulsionadas por parlamentares ou grupos civis que buscam o apoio social para introduzir reformas nas leis dos estados.
Neste ano, a Califórnia concentra grande parte do interesse midiático não só pelo fim da carreira de Arnold Schwarzenegger como governador, mas também porque os cidadãos terão de decidir sobre a legalização da maconha. A descriminalização da droga, que atualmente é legal na Califórnia quando usada sob prescrição médica para fins medicinais, autorizaria seu cultivo, posse, consumo e compra por parte dos maiores de 21 anos. Se ratificada, a medida significaria uma importante fonte de renda do governo, por meio de impostos.
As últimas pesquisas de opinião estimam, no entanto, que a maioria da população deve se opor ao consumo livre da maconha, diante dos temores de que sua banalização aumente o risco de acidentes, tenha consequências no ambiente de trabalho ou crie uma plataforma legal para os traficantes na Califórnia. Conhecida como Proposição 19, essa medida entraria em contradição com as leis federais, que continuariam considerando a maconha como uma substância proibida.
Outros estados, como Arizona e Dakota do Sul, decidirão nas urnas se legalizam a maconha para fins medicinais, tal como já ocorre em 14 dos 50 estados americanos. Illinois, Massachusetts, Nova York, Carolina do Norte, Ohio e Pensilvânia também poderiam se somar a essa lista por meio de projetos de lei.
Além de votar sobre a maconha, os cidadãos do Arizona decidirão se reformam a constituição estadual para incluir a caça e a pesca como um direito fundamental, algo que também será votado no Tennessee e no Arkansas. Tal medida foi qualificada de "ridícula" pelos opositores, mas os defensores a consideram necessária para garantir, por lei, atividades que poderiam ser ameaçadas no futuro por grupos ambientalistas.
Em Oklahoma, se tentará aprovar uma emenda constitucional para reconhecer o inglês como idioma oficial do território e o único, junto às línguas dos índios americanos, possível de ser usada pela Administração estadual.
Trata-se de uma tentativa das autoridades de consolidar o inglês no estado, diante do aumento da imigração hispânica. Se aprovada, a iniciativa tornaria Oklahoma o 31º estado a adotar o inglês como língua oficial.
No Colorado, os eleitores terão de se posicionar sobre a questão do aborto. Eles devem responder basicamente se consideram o feto uma pessoa. A proposta, promovida por grupos antiaborto, pretende modificar a constituição para que as leis protejam "todos os seres humanos, desde o início de seu desenvolvimento biológico".
Os habitantes de Rhode Island responderão nas urnas uma questão de identidade local, se aceitam ou não modificar o nome oficial do estado. Atualmente, o território é denominado em sua constituição como "State of Rhode Island and Providence Plantations". Os legisladores consideram que chegou o momento de o estado se chamar simplesmente "State of Rhode Island".
Uma consulta popular também será submetida na Carolina do Norte, onde se discute a proibição de que ex-presidiários possam se candidatar a xerife em algum dos condados. No próximo dia 2 de novembro, estarão em jogo as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 37 dos 100 assentos no Senado e 37 vagas de governadores, além de outros cargos locais e estaduais.
Fonte: Portal TERRA
Como costuma ser habitual em pleitos nos EUA, a jornada eleitoral para nomear representantes públicos serve também para promover consultas populares sobre iniciativas locais impulsionadas por parlamentares ou grupos civis que buscam o apoio social para introduzir reformas nas leis dos estados.
Neste ano, a Califórnia concentra grande parte do interesse midiático não só pelo fim da carreira de Arnold Schwarzenegger como governador, mas também porque os cidadãos terão de decidir sobre a legalização da maconha. A descriminalização da droga, que atualmente é legal na Califórnia quando usada sob prescrição médica para fins medicinais, autorizaria seu cultivo, posse, consumo e compra por parte dos maiores de 21 anos. Se ratificada, a medida significaria uma importante fonte de renda do governo, por meio de impostos.
As últimas pesquisas de opinião estimam, no entanto, que a maioria da população deve se opor ao consumo livre da maconha, diante dos temores de que sua banalização aumente o risco de acidentes, tenha consequências no ambiente de trabalho ou crie uma plataforma legal para os traficantes na Califórnia. Conhecida como Proposição 19, essa medida entraria em contradição com as leis federais, que continuariam considerando a maconha como uma substância proibida.
Outros estados, como Arizona e Dakota do Sul, decidirão nas urnas se legalizam a maconha para fins medicinais, tal como já ocorre em 14 dos 50 estados americanos. Illinois, Massachusetts, Nova York, Carolina do Norte, Ohio e Pensilvânia também poderiam se somar a essa lista por meio de projetos de lei.
Além de votar sobre a maconha, os cidadãos do Arizona decidirão se reformam a constituição estadual para incluir a caça e a pesca como um direito fundamental, algo que também será votado no Tennessee e no Arkansas. Tal medida foi qualificada de "ridícula" pelos opositores, mas os defensores a consideram necessária para garantir, por lei, atividades que poderiam ser ameaçadas no futuro por grupos ambientalistas.
Em Oklahoma, se tentará aprovar uma emenda constitucional para reconhecer o inglês como idioma oficial do território e o único, junto às línguas dos índios americanos, possível de ser usada pela Administração estadual.
Trata-se de uma tentativa das autoridades de consolidar o inglês no estado, diante do aumento da imigração hispânica. Se aprovada, a iniciativa tornaria Oklahoma o 31º estado a adotar o inglês como língua oficial.
No Colorado, os eleitores terão de se posicionar sobre a questão do aborto. Eles devem responder basicamente se consideram o feto uma pessoa. A proposta, promovida por grupos antiaborto, pretende modificar a constituição para que as leis protejam "todos os seres humanos, desde o início de seu desenvolvimento biológico".
Os habitantes de Rhode Island responderão nas urnas uma questão de identidade local, se aceitam ou não modificar o nome oficial do estado. Atualmente, o território é denominado em sua constituição como "State of Rhode Island and Providence Plantations". Os legisladores consideram que chegou o momento de o estado se chamar simplesmente "State of Rhode Island".
Uma consulta popular também será submetida na Carolina do Norte, onde se discute a proibição de que ex-presidiários possam se candidatar a xerife em algum dos condados. No próximo dia 2 de novembro, estarão em jogo as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 37 dos 100 assentos no Senado e 37 vagas de governadores, além de outros cargos locais e estaduais.
Fonte: Portal TERRA
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