segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Fronteiras: 3 vezes mais apreensões que no Rio

Sentinela ainda impede chegada de armas a facções, muitas vezes vendidas irregularmente por fabricantes nacionais.


Nos primeiros sete meses da Operação Sentinela, desencadeada desde 10 de março em caráter permanente na fronteira do Brasil, as Polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF) apreenderam 143,7 toneladas de maconha e cocaína. É um número três vezes e meio maior que as 40 toneladas de drogas apreendidas no Rio após a tomada da Vila Cruzeiro e do Alemão.

No mesmo período, a operação apreendeu 1.115 armas de fogo de todos os calibres, incluindo fuzis, metralhadoras e granadas, muitas delas destinadas a facções criminosas do Rio e de São Paulo. A contabilidade das baixas no crime organizado inclui ainda 543,9 mil pedras de crack e 137,4 mil munições.

O governo federal ampliou o cerco de fronteira para evitar que suprimentos de drogas e armas cheguem aos traficantes.  

Algumas ações foram espetaculares. Numa delas, em 1.º de setembro, a PF apreendeu, em Foz do Iguaçu, um carregamento de armas e munições de grosso calibre que iria para o Rio. Escondida em um fundo falso dentro de um motorhome, uma caixa continha 7 fuzis, 5 pistolas, 100 carregadores para fuzil e 40 granadas. Por pouco os policiais não foram vítimas de um atentado. Os bandidos haviam montado, de propósito, uma granada sem pino que deveria ser acionada assim que a caixa fosse aberta. Por pura sorte, eles abriram a caixa pelo lado oposto.

A PF e a PRF sabem que alguns fabricantes brasileiros de armas vendem clandestinamente seus produtos a comerciantes de cidades limítrofes, como Pedro Juan Caballero e Capitán Bado, no Paraguai. Essas armas voltam ao território brasileiro, compradas por facções criminosas, como o Comando Vermelho, do Rio, e o Primeiro Comando da Capital.

Drogas

O levantamento da PRF registra detalhadamente o crescimento expressivo nas apreensões de maconha (73%), cocaína (50%), crack (62%) e munições (13%), em relação a igual período de 2009. Paradoxalmente, houve redução de 20% nas apreensões de armas. O órgão acredita que uma das razões seja o maior nível de organização dos traficantes de armas, que mudaram rapidamente a rota quando o cerco começou.

A PF não tem base comparativa de dados com o mesmo período do ano anterior, mas sabe, pontualmente, que também houve aumento nas apreensões. Em Foz do Iguaçu, Paraná, principal porta de entrada da maconha oriunda do Paraguai, a PF aumentou em 600% as apreensões da droga entre março e julho. Em Guaira (PR), as apreensões duplicaram. Houve crescimento também nas apreensões no Acre e no Amazonas.

Conforme o levantamento das duas instituições, mais de 90% das apreensões aconteceram nos Estados de Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, por onde entra quase toda a droga proveniente do Paraguai (maconha) e Bolívia (cocaína). Esses dois países têm com o Brasil uma linha de fronteira seca de 4,7 mil quilômetros.

Fonte: Estadão/SP

Fumar maconha aumenta a taxa de infecções e câncer

Segundo um novo estudo, fumar maconha pode suprimir o sistema imunológico do corpo, e isso faz mal para o organismo.

Por exemplo, essa descoberta explica porque os fumantes de maconha são mais suscetíveis do que os não-fumantes a certos tipos de câncer e infecções.
Este efeito da maconha é devido a substâncias químicas presentes na droga, que aumentam a produção de certas células do sistema imunológico no corpo, chamadas células supressoraas derivadas de mielóide.

A maioria das células do sistema imunológico tem função protetora, ou seja, combate infecções e tumores para manter uma pessoa saudável. Porém, essas células suprimem o sistema imunológico, assim suprimindo a função imunológica, tornando os usuários da maconha mais suscetíveis a infecções e alguns tipos de câncer.

Os pesquisadores focalizaram o estudo nos canabinóides, compostos encontrados na planta cannabis, usada para fazer a maconha. Eles utilizaram o composto delta-9-tetrahidrocanabinol (THC), conhecido por aliviar a dor.

Para verificar como esses compostos afetam a supressão imunológica e o crescimento do tumor, os pesquisadores injetaram THC em um grupo de ratos, e os comparou com um grupo de controle, que não recebeu a substância. Os ratos injetados com THC produziram mais células imuno-supressoras do que os ratos que não receberam THC.

Os pesquisadores descobriram que a maconha desencadeou a produção de um grande número de células supressoras derivadas de mielóide, o que levou a supressão imunológica e ao crescimento do câncer.

Segundo os cientistas, os pacientes com câncer têm mais destas células do que as pessoas saudáveis. As células supressoras podem até mesmo atrapalhar o tratamento contra o câncer e promover o crescimento do tumor.

Sendo assim, concluem os pesquisadores, os compostos da maconha chamados canabinóides representam uma faca de dois gumes: eles podem causar aumento da susceptibilidade ao câncer e infecções, mas também podem abrir as portas para o tratamento de doenças em que um sistema imunológico enfraquecido é benéfico, como artrite, esclerose múltipla, lúpus e hepatite.

Fonte: ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

Anvisa reprova os cigarros eletrônicos, sucesso nos Estados Unidos

Encontrados em qualquer quiosque dos Estados Unidos e vendidos clandestinamente na internet para qualquer lugar, os cigarros eletrônicos estão fazendo cada vez mais sucesso pelo mundo. As informações sobre seus efeitos sobre a saúde, porém, ainda são muito limitadas — no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vetou o equipamento. Pesquisadores da Universidade da California-Riverside testaram cinco marcas de cigarros eletrônicos para saber o quão seguros eles são. Todos foram reprovados.

O resultado do estudo foi publicado na edição deste mês da revista Tobacco Control. Diferentemente dos cigarros tradicionais, que funcionam à base da queima de tabaco, os eletrônicos vaporizam a nicotina, com outros diversos compostos químicos, na forma de aerossol. Por isso, parece sair uma fumacinha da ponta do cigarro, que, na verdade, é uma névoa de toxicidade. Os pesquisadores lembram que ainda se sabe muito pouco sobre os efeitos do aerossol e clamam que os equipamentos saiam urgentemente das prateleiras, até que a segurança seja avaliada adequadamente.

“Muitas pessoas acreditam que os cigarros eletrônicos são um substituto seguro dos convencionais, mas não há estudos científicos suficientes para provar sua segurança. O nosso estudo, um dos primeiros a testá-los, mostra que esses produtos têm muitas imperfeições, que podem causar sérios problemas de saúde pública”, disse Prue Talbot, diretor do Centro de Células Tronco da UC Riversidade, por meio de uma nota distribuída à imprensa. O professor de biologia celular e neurociência participou do estudo, juntamente com Anna Trtchounian, a principal autora da pesquisa. Juntos, eles examinaram o design, a claridade e a precisão das embalagens quanto às informações de quantidade de nicotina e modo de uso.

Segundo eles, faltam informações importantes sobre o uso. Além disso, qualquer fissura nos cartuchos pode expor a nicotina, fazendo com que um perigoso efeito químico se espalhe — não só no organismo do fumante, mas em todo o ambiente. Outra preocupação é que, na falta de uma regulamentação do produto, não raramente ele é contaminado. “Mais informações sobre o potencial tóxico e os efeitos no organismo dos vapores do cigarro eletrônico são necessárias, antes que possamos ter uma resposta definitiva sobre a segurança desse produto”, alertam os autores do estudo.

Fonte: Anvisa

domingo, 5 de dezembro de 2010

Passo da Semana (05 a 11/12): 10º - SERVIR

Senhor, SERVINDO, a exemplo de Maria, nossa mãe e de todos, queremos, gratuitamente, fazer dos excluídos os nossos preferidos, através da Pastoral da Sobriedade.

sábado, 4 de dezembro de 2010

RJ: universo dos usuários de drogas deve mudar, diz psiquiatra


A atual ofensiva das forças de segurança contra o tráfico no Rio de Janeiro certamente trará consequências para o universo dos usuários e dependentes das drogas, segundo o psiquiatra Jairo Werner, professor das universidades Federal Fluminense (UFF) e do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Pelas leis do mercado, a droga tende a ficar mais cara, com a apreensão de toneladas de cocaína e maconha em centrais do tráfico, como as que funcionavam no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro, desmanteladas no último fim de semana.
 
Com base na experiência no tratamento de jovens envolvidos com a droga, através de um serviço que mantém na UFF, Jairo Werner espera que haja uma procura maior pelo tratamento e mesmo uma inibição do consumo. "Acho que vamos ter um efeito positivo, principalmente naqueles que ainda não são dependentes, que consomem a droga 'só de onda' e que a gente espera que larguem o uso. Já para os dependentes, que têm síndrome de abstinência, eu recomendo que procurem uma ajuda terapêutica, porque essa é uma oportunidade para trabalhar isso", diz.
 
Werner acredita que prostituição e pequenos furtos venham a ser os crimes mais praticados pelos dependentes que se recusarem a buscar tratamento e não tiverem mais condição financeira de adquirir a droga. "Realmente, existe esse risco e, por isso, a gente apela para que eles busquem ajuda e alerta o Poder Público para a necessidade de criar meios para atender a essa clientela", adverte o psiquiatra.
"Não basta só invadir o morro. É preciso dar assistência a todos os que gravitam em torno do tráfico, o que vai desde as pessoas que estão na dependência química, como também nos que, direta ou indiretamente, vivem da droga", ressalta.
 
Autor de várias publicações sobre saúde e educação, no Brasil e no exterior, Jairo Werner diz temer que a sociedade veja a questão da droga apenas como uma luta contra os bandidos. "Quem alimenta o traficante é o usuário, por mais que as pessoas neguem esse argumento. É claro que não vamos condenar à prisão os consumidores de drogas, mas sem dúvida elas precisam tomar consciência e buscar tratamento".
 
Violência

Os ataques tiveram início na tarde de domingo, dia 21, quando seis homens armados com fuzis incendiaram três veículos por volta das 13h na Linha Vermelha. Enquanto fugia, o grupo atacou um carro oficial do Comando da Aeronáutica (Comaer). Na terça-feira, todo efetivo policial do Rio foi colocado nas ruas para combater os ataques e foi pedido o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para fiscalizar as estradas. Ao longo da semana, Marinha, Exército e Polícia Federal se juntaram às forças de segurança no combate à onda de violência que resultou em mais de 180 veículos incendiados.

Na quinta-feira, 200 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) tomaram a vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Alguns traficantes fugiram para o Complexo do Alemão, que foi cercado no sábado. Na manhã de domingo, as forças efetuaram a ocupação do Complexo do Alemão, praticamente sem resistência dos criminosos, segundo a Polícia Militar. Entre os presos, Zeu, um dos líderes do tráfico, condenado pela morte do jornalista Tim Lopes em 2002.

Desde o início dos ataques, pelo menos 39 pessoas morreram em confrontos no Rio de Janeiro e 181 veículos foram incendiados.

O contato com o serviço de assistência terapêutica a dependentes de droga, mantido pela UFF, pode ser feito pelo telefone (21) 2629-9605.

Fonte: Portal Terra

Tomografia é o melhor método para detectar transporte de drogas, diz estudo

O melhor meio de descobrir drogas ilegais, que os traficantes escondem nos próprios corpos, é a mesma tecnologia de tomografia computadorizada comumente usada para detectar tumores, diz um estudo realizado por pesquisadores suíços.

Tomografias mostraram-se muito superiores na detecção de drogas contrabandeadas do que raios X. Mas os tomógrafos e o sistema de processamento de imagem são caros demais para o uso rotineiro no enfrentamento ao tráfico, dizem especialistas.

No estudo, todos os 18 exames de tomografia feitos em traficantes detectaram corretamente os pacotes de droga haviam sido engolido ou ocultado em cavidades do corpo. Houve apenas uma falha: um inocente foi erroneamente identificado como traficante. Em comparação, os raios X convencionais detectaram drogas corretamente em 21 casos, mas deixaram passar nove traficantes carregados. Os raios X também acusaram inocentes seis vezes. Um tipo de radiografia de corpo inteiro se saiu melhor, mas ainda assim ficou abaixo da tomografia.

Os raios X custam menos que os tomógrafos, mas também tendem a dar leituras falsas, disse Patricia Flach, principal autora do estudo. Ela é radiologista forense do Hospital Universitário de Berna.

"Em raios X comuns, estruturas sobrepostas, gases intestinais e fezes muitas vezes disfarçam pacotes intestinais, causando falsos positivos e falsos negativos", disse ela.

A pesquisa foi apresentada nesta quarta-feira, na reunião anual da Sociedade de Radiologia da América do Norte, em Chicago (EUA).

O estudo envolveu 50 supostos traficantes levados ao hospital pela polícia ao longo de três anos, ou que se apresentaram voluntariamente por terem desenvolvido sintomas de vazamento da droga. Algumas passaram por tomografia, outras por raios X e outras ainda por ambos.

Fonte: Associated Press

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Abastecimento Espiritual da Pastoral da Sobriedade

O Abastecimento Espiritual dos Líderes e Agentes da Pastoral da Sobriedade 2010, acontecerá nos dias 04 e 05 de Dezembro, no CENTRO PASTORAL MARIA MÃE DA IGREJA.

Acessoria de PE. Glailson (Acessor Eclesiástico) da Pastoral da Sobriedade Fortaleza.

Venha participar deste derramamento de Graças e Bençãos...

CENTRO PASTORAL MARIA MÃE DA IGREJA (Rua Rodrigues Jr, nº 300 - Centro - Fortaleza).

Fone: 3388-8707 / 8687-9628 - Rogério

"Sobriedade e Paz, só por Hoje, graças a Deus"

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Proerd de Quixadá forma estudantes

Estudantes do Município de Quixadá receberam orientações sobre como evitar o uso de drogas

Quixadá.

Hoje à noite, mais 1.300 estudantes de Quixadá receberão um importante título social, o certificado do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). São meninos e meninas de escolas públicas e particulares da rede de Ensino Fundamental.

Em 10 semanas aprenderam a combater as drogas e a violência por meio de uma metodologia especial de conhecimento e convencimento aplicada por instrutores da Polícia Militar do Ceará. Eles se juntam a mais de 120 mil alunos assistidos pelo programa desde a implantação no Ceará, em 2001.

A solenidade será às 18 horas, no Ginásio Poliesportivo Governador Gonzaga Mota. Alunos e pais serão recepcionados pelo comandante da 2ª Companhia do 1° Batalhão Policial Militar, Tenente-Coronel Govanni Alcoforrado, e pelo instrutor do Proerd neste Município, o cabo PM Cila Rodrigues. Na abertura, um aluno de cada uma das 11 escolas que participaram do programa este ano vai ler sua mensagem para o público. As redações foram elaboradas no fim do curso.

A redação da aluna Marcelly Oliveira da Silva, 10 anos, foi uma das selecionadas. Ela está no 5º ano da Escola de Ensino Fundamental e Médio Raimundo Marques. "Ensina também a sermos amigos das outras pessoas, fazer amizades, mas sem oferecer nem aceitar drogas. Porque o verdadeiro amigo é aquele que não oferece drogas. Nos ensina a não ser violento e tomar decisões certas, como obedecer o pai e a mãe e não sair de casa sem a permissão deles e não usar drogas".

Para a diretora da Escola Raimundo Marques, a pedagoga Jacinta Maria da Silva, o programa especial de prevenção contra as drogas e a violência chega em um momento muito especial para a formação dos alunos. Ela percebeu duas mudanças. A primeira está na atitude e no comportamento. O clima de amizade se fortaleceu na escola. A segunda, na aprendizagem e no relacionamento familiar, com melhorias consideráveis.


Fonte: Diário do Nordeste

Justiça proíbe Souza Cruz de contratar “provadores de cigarro”

Ministério Público pede exames por 30 anos e indenização de R$ 1 milhão por danos coletivos.A fabricante de cigarros Souza Cruz está proibida de contratar empregados para realizar testes de cigarros. A medida foi decidida pela Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ao negar provimento ao recurso de revista da empresa.

A ação foi proposta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) da 1ª Região (RJ), a partir de uma entrevista concedida por um ex-empregado da empresa que cobrou na Justiça indenização pelos sérios problemas de saúde adquiridos em vários anos como "provador de cigarros". Segundo o depoimento do ex-provador, a Souza Cruz, com o objetivo de fazer o controle de qualidade de seus produtos, mantém um projeto chamado Painel de Fumo, no qual pessoas, em uma sala, testam os cigarros produzidos pela empresa e pela concorrência, sem nenhuma proteção.

Diante disso, o MPT requereu à Justiça do Trabalho que a empresa fosse condenada a não contratar pessoas para a função de provador de cigarros, sob pena de multa de R$ 10 mil por trabalhador. Foi pedido, ainda, a manutenção e a garantia, a cada um dos trabalhadores que realizaram os testes, de tratamento hospitalar e antitabagista e, por 30 anos, a realização de exames médicos.

Por fim, o Ministério Público solicitou o pagamento de indenização de R$ 1 milhão por danos aos interesses difusos e coletivos dos trabalhadores, a ser revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A Souza Cruz foi condenada a todas as obrigações requeridas.

A empresa recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 1ª Região (RJ), alegando que os empregados que se submeteram ao serviço, todos fumantes, o fizeram por espontânea vontade, e alegou não haver prova de nenhum dano à saúde dos trabalhadores relacionada a essa função. A Souza Cruz ainda ressaltou que a atividade não é ilegal.

O TRT, entretanto, manteve a decisão, e a empresa pediu ao Tribunal Superior do Trabalho que a decisão seja revista, reforçando sua tese e se negando a pagar multa por trabalhador e indenização por dano moral coletivo.
Segundo a Souza Cruz, a decisão ainda não é definitiva e o próprio TST garantiu a plena manutenção das atividades do Painel de Fumo até o final do julgamento do caso. A empresa informa que vai recorrer da decisão também perante o Supremo Tribunal Federal, por meio da Seção Especializada em Dissídios Individuais, órgão responsável por uniformizar o entendimento do tribunal em relação a demandas dessa natureza.

Ainda de acordo com a companhia, a atividade é necessária para garantir a padronização das marcas comercializadas (em observância aos direitos dos consumidores) e é reconhecida como legítima pelo Ministério do Trabalho, mediante previsão específica na Classificação Brasileira de Ocupações. Além disso, os participantes do painel, todos maiores de idade e já fumantes no âmbito de sua esfera privada, optaram voluntariamente por participar dessa atividade, conforme reconhecido em mais de uma oportunidade pela Justiça do Trabalho.

Fonte: OBID

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Anvisa coloca em consulta pública proposta para discutir cigarro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) colocou desde de ontem (dia 30) em consulta pública proposta de revisão dos teores de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono nos cigarros e a proibição de aditivos nos produtos derivados do tabaco. O aviso foi publicado hoje no Diário Oficial da União. O prazo para o recebimento de críticas e sugestões será até 31 de março de 2011.

A proposta está disponível no endereço eletrônico www.anvisa.gov.br e as sugestões devem ser encaminhadas por escrito para a Gerência de Produtos Derivados do Tabaco da Anvisa, na Avenida Graça Aranha, 206, 2º andar, Centro, Rio de Janeiro, por fax (61) 3462 6790 ou pelo e-mail controle.tabaco@anvisa.gov.br. A ideia é convidar os interessados na matéria para discussões posteriores e consolidação do texto.

Fonte: Revista Veja

Idade entre jovens usuários diminui

O Centro de Atenção Psicossocial Adolescer (Caps AD) atende 60 crianças e adolescentes entre 12 a 18 anos por mês com algum tipo de dependência química em Cuiabá.

A maioria é usuária de pasta-base, maconha e cocaína. “Quase todas fazem uso concomitante, inclusive de tabaco”, informou a coordenadora do Caps, Mara Tondin, ontem, durante o lançamento do Plano Municipal de Políticas sobre Drogas. Situação ainda mais dramática, conforme Tondin, é que o Caps tem recebido crianças com até 9 anos e, do total de atendimentos, apenas 20% aderem ao tratamento. A maioria integra as classes média e baixa.

A explicação para este percentual baixo de recuperação ela atribuiu à baixa participação das famílias no processo e da introdução dos dependentes à escola ou outras atividades sociais. “E principalmente porque hoje as drogas possuem um potencial maior de destruição. São mais pesadas e tem um poder mais forte de comprometimento físico e psicológico”, comentou.

No Caps, que tem capacidade para 50 adolescentes, é ofertada assistência ambulatorial, multidisciplinar, oficina terapêutica, entre outros. A ampliação ou criação de unidades que ofereçam atendimento 24 horas e de internação para desintoxicação é uma das necessidades da Capital.

De acordo com o presidente do Conselho Municipal de Políticas Sobre Drogas, Alberto Amaral Marques, em 2006, um estudo realizado pelo governo federal mostrou que, de cada três estudantes, pelo menos um já havia experimentado algum tipo de droga, especialmente o álcool. “Sabe-se que em Cuiabá o consumo de drogas vem aumentando progressivamente e de maneira vertiginosa. O problema está se alastrando e, para combatê-lo, é preciso unir esforços, buscar medidas sociais de proteção, tratamento e recuperação”, disse.

Para ele, se medidas urgentes não forem tomadas a situação na Capital poderá ficar igual ao do Rio de Janeiro. “Se não existir combate efetivo ao tráfico, se o Estado não investir em segurança pública, no social, não forem implantadas medidas de proteção às famílias, de geração de emprego e de educação, vai ficar igual ao Rio de Janeiro e não está muito longe disso”, disse, lembrando épocas em que para entrar em alguns bairros da cidade era preciso pagar pedágio.

É com este objetivo, conforme Alberto Marques, que foi lançado o plano. “É um ponta-pé inicial. Estamos atrasados, mas ainda há tempo de salvar vidas”, disse. O plano tem como eixos prevenção, repressão, tratamento e redução de danos.

No lançamento do plano, estiveram presentes crianças e adolescentes do projeto “Tocando com Bolinha”, patrocinado pela Petrobras e que é desenvolvido em cinco bairros da cidade: Tancredo Neves, Florianópolis, Renascer, Praeiro e 1º de Março. Ao todo, são 225 meninos e meninas atendidos e que desenvolvem atividades musicais. “Os pais dão depoimentos afirmando que as atividades têm afastado os filhos das ruas”, comentou a coordenadora Tatiane Castro de Andrade.

Com 13 anos, Railson Manuel de Pinho destacou a importância da iniciativa. “É melhor ficar no projeto do que na rua, porque as drogas podem levar para o mau caminho, destruir a vida de uma criança”, resumiu.

Fonte: Diário de Cuiabá

Começar a fumar maconha na adolescência pode afetar o desenvolvimento cognitivo

O consumo de maconha geralmente começa na adolescência - algo que não poderia ser pior, de acordo com um novo estudo.

Jovens adultos que começaram a usar a droga regularmente no início da adolescência se saíram muito pior em testes que avaliaram a função cerebral, em comparação a participantes que começaram a fumar maconha no mínimo aos 16 anos, conforme relato dos cientistas, em estudo publicado na semana passada.

As descobertas levaram pesquisadores do McLean Hospital a supor que o cérebro em desenvolvimento do adolescente pode ser particularmente vulnerável aos efeitos negativos da maconha.

"Temos que entender que o cérebro em desenvolvimento não é o mesmo que o cérebro de um adulto", disse o Dr. Staci A.Gruber, autor mais experiente do artigo e diretor de neuroimagem cognitiva e clínica do McLean, um hospital afiliado a Harvard em Belmont, Massachusetts.

O estudo, realizado em conjunto com exames cerebrais, foi pequeno, consistindo em 35 consumidores crônicos de maconha que tinham em média 22 anos.

Os participantes foram solicitados a completar uma avaliação da função executiva - os processos cerebrais responsáveis pelo planejamento e pelo pensamento abstrato, assim como pela compreensão de regras e inibição de ações inadequadas.O teste nos quais os participantes foram solicitados a classificar cartas com formatos, números e cores diferentes, mede a flexibilidade cognitiva.

Aos 15 anos, disse Gruber, o cérebro ainda está mudando, e "a parte que regula a função executiva é a última a se desenvolver".

Fonte: The New York Times
Tradução: Gabriela d Ávila

terça-feira, 30 de novembro de 2010

PM do Rio apresenta 20 t de maconha apreendidas no Alemão


Caminhão carregado de maconha é apresentado no 16º BPM, em Olaria, no Rio, nesta segunda-feira.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro apresentou na manhã desta segunda-feira cerca de 20 t de maconha retiradas do Complexo do Alemão até a noite de domingo. Essa é apenas parte da droga encontrada. O volume da droga apreendida foi suficiente para encher a caçamba de um caminhão da PM, além de metade do baú de outro caminhão.

O material aguarda destinação no pátio interno do 16º Batalhão da PM, em Olaria, zona norte do Rio, bem como a droga estocada na sede do Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil (Core), região central do Rio de Janeiro. A Secretaria de Segurança do Estado do Rio estimou em cerca de 40 t a quantidade de drogas apreendidas apenas no primeiro dia de ocupação do Complexo do Alemão.

Violência

Os ataques tiveram início na tarde de domingo, dia 21, quando seis homens armados com fuzis abordaram três veículos por volta das 13h na Linha Vermelha, na altura da rodovia Washington Luis. Eles assaltaram os donos dos veículos e incendiaram dois destes carros, abandonando o terceiro. Enquanto fugia, o grupo atacou um carro oficial do Comando da Aeronáutica (Comaer).

Cartas divulgadas pela imprensa na segunda-feira levantaram a hipótese de que o ataque teria sido orquestrado por líderes de facções criminosas que estão no presídio federal de Catanduvas, no Paraná. O governo do Rio afirmou que há informações dos serviços de inteligência que levam a crer no plano de ataque, mas que não há nada confirmado.

Na terça, todo efetivo policial do Rio foi colocado nas ruas para combater os ataques e foi pedido o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para fiscalizar as estradas. Ao longo da semana, Marinha, Exército e Polícia Federal passaram a integrar as forças de segurança para combater a onda de violência.

Desde o início dos ataques, o governo do Estado transferiu 18 presidiários acusados de liderar a onda de ataques para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Os traficantes Marcinho VP, Elias Maluco e mais onze presidiários que estavam na penitenciária de Catanduvas foram transferidos para o Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia.

Na quinta-feira, 200 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) entraram na vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Muitos traficantes fugiram para o Complexo do Alemão. O sábado foi marcado pelo cerco ao Complexo do Alemão. À tarde, venceu o prazo dado pela Polícia Militar para os traficantes se entregarem. Dentre os poucos que se apresentaram, está Diego Raimundo da Silva dos Santos, conhecido como Mister M, que foi convencido pela mãe e por pastores a se entregar. Na manhã de domingo, as forças efetuaram a ocupação do complexo.

Desde o início dos ataques, até a incursão no Complexo do Alemão, no domingo, 28, pelo menos 38 pessoas morreram em confrontos no Rio de Janeiro e 181 veículos foram incendiados.

Fonte: G1/RJ

Entenda como o tráfico se tornou um crime organizado no Rio

Cidade virou ponto de partida da cocaína rumo à Europa na década de 70. Na mesma época, surgiram as facções criminosas dentro dos presídios.

O tráfico se tornou um crime organizado no Rio de Janeiro a partir do final da década de 1970. O antropólogo Paulo Storani, que foi oficial do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, diz que a cidade virou um ponto na rota de distribuição da cocaína que saía dos países andinos, em direção à Europa. À medida que a produção crescia nestes países, aumentava a oferta da droga dentro da cidade, e o preço diminuía para o usuário.

Nessa mesma época, surgiram as facções criminosas, dentro de presídios. Um grupo de presos comuns se uniu aos presos políticos para combater o bando que dominava as cadeias e que chegava a cobrar pedágio pela segurança dos detentos.

Os assaltantes comuns aprenderam as técnicas de organização e guerrilha dos militantes políticos. Segundo a antropóloga Alba Zaluar, logo os criminosos descobriram um novo negócio. “Eles ficaram sabendo que assalto não estava dando tanto dinheiro, o que estava dando muito dinheiro era o tráfico. E passaram então a traficar. O tráfico se expandiu com muita rapidez no início da década de 80”, disse.

O ex-oficial do Bope explica que as primeiras favelas dominadas em larga escala pelo tráfico foram a Mangueira, o Jacaré e o Morro do Alemão. Nos anos 1990, três facções disputavam os pontos de vendas de droga. As guerras entre elas fizeram os traficantes se armar cada vez mais.

“Eles armavam pequenos exércitos e invadiam a área ocupada pela facção rival, na tentativa de ampliar o seu mercado. A facção rival fez a mesma coisa, comprou armas tão poderosas, começou a se estruturar, e aí começaram a verificar a guerra do controle na droga do Rio de Janeiro”, explicou.

Ele acredita que isso aconteceu por negligência das autoridades públicas ao longo de muitos anos: “Por que conseguiram comprar armas? Diante das fronteiras continentais, uma incapacidade da União, dos estados que fazem fronteiras com países que fornecem drogas. Essa incapacidade de fiscalizar suas fronteiras, fez com que as armas chegassem em qualquer lugar do país”, afirmou.

Em 2008, o estado decidiu fazer uma experiência para pacificar as favelas. Surgiu a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). No Morro Santa Marta, Zona Sul do Rio, foi instalada há quase dois anos a primeira UPP. O objetivo? Acabar com a violência e o domínio territorial do tráfico de drogas.

A UPP já levou policiamento permanente para 12 favelas na cidade. E cerca de 200 mil pessoas já não vivem sob o comando dos bandidos. A 13ª unidade está em processo de implantação. Será no Morro dos Macacos, onde no ano passado os traficantes derrubaram um helicóptero da polícia.

“A ideia que eles têm é de ocupação social, ocupação do estado, pela polícia. E uma redução significativa dos indicadores de violência, homicídio, e outros, a curto prazo”, explicou.

Os traficantes reagiram à perda de território e esta semana promoveram uma onda de ataques. Até sábado (27), foram 96 veículos queimados. A polícia partiu para o confronto e reforçou a vigilância na cidade. Deu certo. Nesta madrugada, houve apenas quatro atentados.

Fonte: G1/RJ

Polícia encontra cerca de 900 kg de maconha na Vila Cruzeiro

Bope retira barricadas colocadas para impedir a passagem da polícia.
Mais tiroteios foram ouvidos nesta sexta na região.


Cerca de 900 kg de maconha foram encontradas na tarde desta sexta-feira (26) na Vila Cruzeiro, na Penha, na Zona Norte do Rio.

Nesta tarde, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) faz um trabalho para retirar todas as barricadas que foram colocadas por criminosos para tentar impedir a entrada da polícia na Vila Cruzeiro. Mais tiroteios foram ouvidos na região.

Em entrevista ao RJTV, o comandante do Bope, coronel Paulo Henrique Moraes, informou que até esta manhã, a polícia já tinha contabilizado mais de 3 toneladas de drogas  encontradas durante as ações da polícia.

Helicóptero na mira dos criminosos

Um intenso tiroteio começou no conjunto de favelas do Alemão, também na Penha, no fim da manhã desta sexta-feira (26). Segundo testemunhas, os tiros estão sendo disparados em direção dos helicópteros da Polícia Civil. Foi para lá que mais de cem criminosos fugiram na quinta-feira (25), durante a ocupação da Vila Cruzeiro, de onde também é possível ouvir tiros. Um major da Polícia Militar foi ferido por estilhaços no Alemão nesta manhã.

A cúpula da segurança pública do Rio confirmou que haverá operações no conjunto de favelas do Alemão, na Penha, na Zona Norte da capital. A operação, no entanto, ainda não tem data prevista. A informação foi confirmada por Paulo Henrique Moraes, comandante do Bope, e pelo subsecretário de Planejamento Operacional, Roberto Sá. “Já de imediato, o cerco a todos os acessos à Vila Cruzeiro e ao Complexo do Alemão está sendo feito por homens da PF, da Polícia Civil e da Polícia Militar", disse Roberto Sá.

Na quinta, o Bope fez uma megaoperação na Vila Cruzeiro com apoio de blindados da Marinha. Muitos criminosos fugiram pela mata para o Alemão, comunidade vizinha.

Desde domingo, o Rio vive uma onda de violência, com arrastões, veículos queimados e ataques a forças de segurança. Segundo o governo do Rio, é uma reação à política das UPPs, quando a polícia ocupa áreas antes dominadas por criminosos. Desde 2008, 13 dessas unidades foram instaladas na cidade.

Mesmo após a megaoperação de quinta, o Rio de Janeiro viveu uma madrugada com mais ataques: foram pelo menos cinco registrados. Em balanço divulgado nesta sexta (26), a Polícia Militar informou que 72 veículos foram incendiados. Entre presos e detidos há 188 pessoas.

Fonte: G1/RJ

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

No caminho certo

O novo secretário da Saúde de São Paulo, Giovanni Guido Cerri, começou sua gestão com o pé direito. Diretor da Faculdade de Medicina da USP, Cerri foi nomeado pelo governador Geraldo Alckmin para assumir a pasta. Ao traçar metas, o secretário definiu o combate ao abuso do álcool como prioridade. O plano está sendo elaborado. Para definir as estratégias da Secretaria, especialistas no tema têm sido consultados.

Essa é a prova que o estado de São Paulo saiu mais uma vez na dianteira quando se trata da luta contra o álcool e outras drogas. Depois da Lei Antifumo, a posição do atual secretário é mais uma conquista na preservação da saúde pública do paulistano. Atitudes como essa, deveriam ser vistas e seguidas por todos os outros estados do País.

O abuso do álcool faz vítimas a cada dia, estimula a agressividade e sobrecarrega o sistema de saúde pública. A Abead acredita que chegou a hora de refletir sobre a questão, especialmente quanto ao consumo da bebida entre os jovens, e do setor público tomar providências para diminuir os danos que o consumo de bebidas causa a sociedade.

Fonte: ABEAD

domingo, 28 de novembro de 2010

sábado, 27 de novembro de 2010

Polícia encontra cerca de 900 kg de maconha na Vila Cruzeiro

Cerca de 900 kg de maconha foram encontradas na tarde desta sexta-feira (26) na Vila Cruzeiro, na Penha, na Zona Norte do Rio.

Nesta tarde, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) faz um trabalho para retirar todas as barricadas que foram colocadas por criminosos para tentar impedir a entrada da polícia na Vila Cruzeiro. Mais tiroteios foram ouvidos na região.

Em entrevista ao RJTV, o comandante do Bope, coronel Paulo Henrique Moraes, informou que até esta manhã, a polícia já tinha contabilizado mais de 3 toneladas de drogas  encontradas durante as ações da polícia.

Helicóptero na mira dos criminosos:
Um intenso tiroteio começou no conjunto de favelas do Alemão, também na Penha, no fim da manhã desta sexta-feira (26). Segundo testemunhas, os tiros estão sendo disparados em direção dos helicópteros da Polícia Civil. Foi para lá que mais de cem criminosos fugiram na quinta-feira (25), durante a ocupação da Vila Cruzeiro, de onde também é possível ouvir tiros. Um Major da Polícia Militar foi ferido por estilhaços no Alemão nesta manhã.

A cúpula da segurança pública do Rio confirmou que haverá operações no conjunto de favelas do Alemão, na Penha, na Zona Norte da capital. A operação, no entanto, ainda não tem data prevista. A informação foi confirmada por Paulo Henrique Moraes, comandante do Bope, e pelo subsecretário de Planejamento Operacional, Roberto Sá. “Já de imediato, o cerco a todos os acessos à Vila Cruzeiro e ao Complexo do Alemão está sendo feito por homens da PF, da Polícia Civil e da Polícia Militar", disse Roberto Sá.

Na quinta, o Bope fez uma megaoperação na Vila Cruzeiro com apoio de blindados da Marinha. Muitos criminosos fugiram pela mata para o Alemão, comunidade vizinha.

Desde domingo, o Rio vive uma onda de violência, com arrastões, veículos queimados e ataques a forças de segurança. Segundo o governo do Rio, é uma reação à política das UPPs, quando a polícia ocupa áreas antes dominadas por criminosos. Desde 2008, 13 dessas unidades foram instaladas na cidade.

Mesmo após a megaoperação de quinta, o Rio de Janeiro viveu uma madrugada com mais ataques: foram pelo menos cinco registrados. Em balanço divulgado nesta sexta (26), a Polícia Militar informou que 72 veículos foram incendiados. Entre presos e detidos há 188 pessoas.

Fonte: G1/RJ

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Centro de Tratamento do Fumante no Pará faz alerta sobre o câncer

O Centro de Referência e Abordagem ao Tratamento do Fumante (CTF) da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), realizará, nesta sexta-feira, 26, uma programação alusiva ao Dia Nacional de Combate ao Câncer, comemorado no dia 27 de novembro, data criada em 1988 para ampliar o conhecimento da população sobre o tratamento e, principalmente, sobre a prevenção da doença. A iniciativa se deve ao fato de o tabagismo ser um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença.

O evento acontecerá no Hall da Cardiologia da Unidade de Referência Especializada da Presidente Vargas. A programação terá ginástica laboral, palestras sobre prevenção do câncer de mama, útero, próstata e pulmão, divulgação e apresentação do exame preventivo do câncer de pulmão pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e depoimento de ex-fumantes.

O Centro de Tratamento do Fumante atende cerca de 50 pacientes por mês e é um serviço oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que, com metodologia específica, ajuda pessoas a pararem de fumar.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as últimas pesquisas apontam que as fumantes têm risco elevado de desenvolver vários tipos de cânceres, como câncer de boca, faringe, laringe, esôfago, pâncreas, rins, bexiga e útero, além de elevar o risco de infertilidade.
As ações educativas realizada pela Coordenação Estadual de Controle do Tabagismo da Sespa em conjunto com as Secretarias Municipais de Saúde também vêm dando resultado positivo, pois a pesquisa 2009 do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde indicou que Belém registrou uma queda 1,6% na prevalência do fumo, caindo de 13,5% para 11,9% da população.

Isso é bom porque a meta do Ministério da Saúde para cada Estado é de 0,5% de queda de prevalência ao ano. Belém é a capital com menor prevalência da Região Norte e a quinta menor do Brasil.

O Vigitel tem o objetivo de monitorar a frequência e a distribuição de fatores de risco e proteção para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) em todas as capitais brasileiras.

Serviço: Centro de Referência e Abordagem ao Tratamento do Fumante (CTF) - Av. Presidente Vargas nº 513. Telefone: (91) 3242-5645

Fonte: Roberta Vilanova - Agência Pará

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Um mapa da dependência química no Brasil

Livro aborda um dos principais problemas da atualidade sob a ótica da saúde pública.


SIS Saúde

A dependência química é um problema cada vez mais prevalente no Brasil e no mundo. Em Dependência Química – Prevenção, tratamento e políticas públicas (Artmed), mais de cem destacados profissionais e pesquisadores brasileiros que se dedicam ao estudo e ao tratamento dessa condição oferecem aos leitores a mais completa literatura nacional relacionada ao tema.

“O livro retrata a complexidade que é esta doença chamada ‘dependência química’ e revela a necessidade de focá-la sob múltiplas e diversas facetas que merecem ser consideradas quando abordamos esta temática desafiadora, intrigante, apaixonante, sem precedentes na nossa sociedade atual”, explica a psiquiatra e co-autora Alessandra Dihel. “O diferencial desta obra é que ela constitui-se em uma bíblia da dependência química baseada em evidências científicas. Em outras palavras, procuramos organizar um livro-texto extremamente completo, com temáticas correlacionadas bastante diversificadas e que usualmente não são encontradas em livros didáticos”, completa.

Os mais de 40 capítulos de Dependência Química abrangem desde as ciências básicas relacionadas ao tema, passando pelo diagnóstico, pelas drogas de abuso, terapias psicológicas, prevenção e pelas políticas públicas relacionadas. A obra também apresenta seção sobre dependência química em populações especiais, como crianças e adolescentes, mulheres e gestantes, idosos, gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros, moradores de rua e profissionais da saúde.

“As políticas públicas receberam enfoque baseado em evidências científicas. Assim, quando discutimos a questão da legalização da maconha, por exemplo, que é um dos assuntos mais polêmicos do momento, o texto mostra a ótica da saúde pública, com as possíveis repercussões da liberação e com os prós e contras científicos apontados em outros países”, revela a autora .


Sobre os autores:

Alessandra Diehl: Psiquiatra. Formação profissional em Pesquisa Clínica pela Invitare. Especialista em Dependência Química pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Especialista em Sexualidade Humana pela Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Ciências pelo Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Doutoranda do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Professora do Curso de Extensão Diversidade Sexual e Dependência Química na Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (UNIAD) da UNIFESP. Pesquisadora da UNIAD/UNIFESP. Coordenadora da Enfermaria de Dependência Química da UNIAD.

Daniel Cruz Cordeiro: Psiquiatra. Especialista em Psiquiatria pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Especialista em Dependência Química pela UNIFESP. Mestre em Psiquiatria pela Universidade de Londres (Kings College). Doutorando do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Vice-coordenador da Enfermaria de Dependência Química da UNIAD – UNIFESP.

Ronaldo Laranjeira: PhD em Psiquiatria pela Universidade de Londres. Professor titular do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da UNIFESP. Investigador principal do Instituto Nacional de Políticas do Álcool e Drogas (INPAD) do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq).

Quem é o Grupo A

O Grupo A é uma holding do mercado editorial formada pelos selos Artmed, Bookman, Artes Médicas, McGrawHill e Penso. Responsável pela publicação em português de livros acadêmicos, técnicos e profissionais nas áreas de biociências, de ciências humanas e de ciências exatas, sociais e aplicadas, o Grupo A possui cerca de 1.800 títulos em catálogo. Conta com conteúdo referendado pelos mais renomados autores nacionais e internacionais, respeitando o mais alto padrão de qualidade editorial. Com sede em Porto Alegre, atua em todo o território nacional através de uma ampla rede de filiais e representantes localizados nos estados da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, além do Distrito Federal e em Portugal.

Dependência Química – Prevenção, tratamento e políticas públicas.

Autores: Alessandra Diehl, Daniel Cruz Cordeiro, Ronaldo Laranjeira e colaboradores.

Fonte: Uffizi Consultoria em Comunicação.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Beber se aprende em casa

O alcoolismo feminino é transmitido de uma geração para outra? – Sim.

As mulheres alcoolistas aprendem com suas mães, também alcoolistas, que o uso do álcool é uma das formas de lidar com problemas diários, como a violência familiar.

Em que momento o alcolismo feminino aparece? – Este problema vem aumentando cada vez mais nos últimos anos.

Com a saída da mulher para o mercado de trabalho e a conquista de direitos iguais, hoje o beber feminino é muito mais aceito socialmente, o que torna comum o contato das mulheres com a bebida.

Na maioria das vezes, elas iniciam um uso abusivo do álcool a partir de eventos traumáticos, como perda de filhos, crise e separação conjugal, por exemplo.

E qual é a diferença entre o alcoolismo masculino e o feminino?
Existem poucos estudos no Brasil focando só a população feminina.As mulheres desenvolvem a doença mais rapidamente que os homens e sofrem mais com os efeitos físicos decorrentes do alcoolismo.

E o tratamento?
– Estudos vêm demonstrando que a mulher se beneficia muito mais de tratamentos exclusivos, sem homens, e que envolvam a discussão de temas relacionados ao universo feminino, como filhos, relacionamentos, sexualidade, entre outros.

Como a pessoa identifica estar em um ciclo familiar propício para o desenvolvimento do alcoolismo? – A família não determina por si só a deflagração do alcoolismo.

No entanto, os conflitos são um fator de risco importante no desenvolvimento da dependência.

São famílias superenvolvidas, ou seja, famílias nas quais não existe espaço para a individualidade dos membros.Todos invadem a privacidade de todos, e os filhos têm dificuldade de se estabelecerem na vida adulta, já que são extremamente dependentes dos pais.

Famílias nas quais existe violência, desrespeito entre os membros ou problemas conjugais, estão na lista de risco.

Fonte: Jornal do Brasil
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